quarta-feira, 18 de março de 2026

ALIMENTOS ECOLOGICAMENTE CORRETOS E INCORRETOS: UMA ANÁLISE DA PRODUÇÃO ALIMENTAR E SEUS IMPACTOS AMBIENTAIS

A presente análise a produção de alimentos sob a perspectiva da sustentabilidade ambiental, distinguindo práticas ecologicamente corretas e incorretas. A pesquisa baseia-se em revisão bibliográfica, destacando os impactos da agricultura orgânica e convencional. Observa-se que sistemas sustentáveis contribuem para a conservação dos recursos naturais, enquanto modelos intensivos geram degradação ambiental. Conclui-se que a transição para sistemas agroecológicos é essencial para a segurança alimentar e ambiental.

Palavras-chave: Sustentabilidade; Agricultura orgânica; Impacto ambiental; Produção de alimentos.


1. Introdução

A produção de alimentos é uma das principais atividades humanas responsáveis por impactos ambientais significativos. O crescimento populacional e o aumento do consumo intensificaram a exploração dos recursos naturais, exigindo novos modelos produtivos mais sustentáveis. Nesse contexto, surge a necessidade de diferenciar alimentos produzidos de forma ecologicamente correta e incorreta.


2. Agricultura sustentável e alimentos ecologicamente corretos

A agricultura sustentável busca equilibrar produção, conservação ambiental e bem-estar social. A agricultura orgânica, por exemplo, evita o uso de insumos químicos sintéticos e promove o uso racional dos recursos naturais.

Além disso, práticas como rotação de culturas, compostagem e diversificação agrícola aumentam a fertilidade do solo e reduzem impactos ambientais.

Estudos indicam que sistemas agrícolas diversificados aumentam a biodiversidade e contribuem para a mitigação das mudanças climáticas.

Dessa forma, alimentos como hortaliças orgânicas, leguminosas e produtos locais são considerados ecologicamente corretos por apresentarem menor impacto ambiental.


3. Produção convencional e alimentos ecologicamente incorretos

A agricultura convencional caracteriza-se pelo uso intensivo de agrotóxicos, fertilizantes químicos e monoculturas. Esses fatores contribuem para a degradação do solo, contaminação da água e perda de biodiversidade.

O Brasil destaca-se como um dos maiores consumidores de agrotóxicos, o que reforça os impactos negativos na saúde humana e ambiental.

Além disso, alimentos ultraprocessados e produtos de origem animal provenientes de sistemas intensivos apresentam elevada emissão de gases de efeito estufa e alto consumo de recursos naturais.


4. Comparação entre sistemas produtivos

A comparação entre agricultura orgânica e convencional evidencia diferenças significativas. A produção orgânica contribui para a melhoria dos agroecossistemas e da qualidade de vida dos produtores e consumidores.

Por outro lado, a produção convencional tende a priorizar a produtividade em detrimento da sustentabilidade ambiental. Estudos apontam que práticas orgânicas agregam valor econômico e ambiental à produção agrícola.


5. Considerações finais

Conclui-se que a produção de alimentos ecologicamente corretos é fundamental para garantir a sustentabilidade ambiental e a segurança alimentar. A adoção de práticas agroecológicas deve ser incentivada por políticas públicas e pela conscientização da sociedade. A escolha do consumidor também desempenha papel essencial na transformação dos sistemas produtivos.


📚 Referências (ABNT 2023)

CARVALHO, I. R. P. et al. Aspectos sustentáveis na produção de alimentos direcionados ao PNAE: uma análise da agricultura familiar. Revista em Agronegócio e Meio Ambiente, v. 17, n. 1, 2024.

MOURA, D. A. et al. Agricultura orgânica: impactos ambientais, sociais, econômicos e na saúde humana. Colóquio – Revista do Desenvolvimento Regional, 2022.

MUNIZ, A. S.; ARAGÃO, L. O.; SOUZA, S. L. Q. Contaminação química de alimentos vegetais e a saúde: agricultura convencional x orgânica. Revista Sustinere, v. 10, n. 2, 2022.

PACHECO, R. Impacto ambiental e sustentabilidade na agricultura. JusBrasil, 2020.

SISTEMA DE PLANTIO DIRETO DE HORTALIÇAS. Disponível em: https://pt.wikipedia.org. Acesso em: 2026.

VIDA SUSTENTÁVEL. Disponível em: https://pt.wikipedia.org. Acesso em: 2026.






terça-feira, 17 de março de 2026

Uso de Indicador Natural de pH a partir do Repolho Roxo (Brassica oleracea) na Análise Qualitativa do Solo em Contexto Educacional

A análise do pH do solo é fundamental para compreender sua fertilidade e adequação ao cultivo agrícola. Métodos laboratoriais, embora precisos, muitas vezes são inacessíveis em contextos escolares. Este estudo apresenta uma alternativa didática e de baixo custo utilizando o extrato de repolho roxo (Brassica oleracea) como indicador natural de pH, baseado na presença de antocianinas. A metodologia consistiu na extração do pigmento vegetal e sua aplicação em amostras de solo previamente diluídas em água. Os resultados demonstraram variação cromática eficiente na identificação qualitativa de solos ácidos, neutros e alcalinos. Conclui-se que o método é adequado para fins pedagógicos, promovendo a aprendizagem significativa em ciências e educação ambiental, especialmente em projetos de hortas escolares.

Palavras-chave: pH do solo; antocianinas; ensino de ciências; agroecologia; indicador natural.


1. Introdução

O pH do solo é um dos principais fatores que influenciam a disponibilidade de nutrientes para as plantas e a atividade microbiológica. Solos com pH inadequado podem limitar o desenvolvimento vegetal, afetando diretamente a produtividade agrícola (MALAVOLTA, 2006).

Em ambientes escolares, especialmente em projetos de hortas pedagógicas, a análise do solo torna-se uma ferramenta essencial para o ensino interdisciplinar. No entanto, a limitação de recursos laboratoriais demanda metodologias alternativas acessíveis. Nesse contexto, o uso de indicadores naturais, como o repolho roxo, destaca-se por sua viabilidade e eficiência didática.

As antocianinas presentes no repolho roxo são pigmentos sensíveis ao pH, alterando sua coloração conforme o meio ácido ou básico (TAIZ et al., 2017). Assim, este estudo tem como objetivo apresentar e sistematizar o uso desse recurso na análise qualitativa do pH do solo em contexto educacional.

O potencial hidrogeniônico (pH) é uma medida que indica a acidez ou alcalinidade de uma solução, variando de 0 a 14. Solos com pH inferior a 7 são considerados ácidos, enquanto valores superiores indicam alcalinidade (EMBRAPA, 2018).

As antocianinas são compostos fenólicos responsáveis por colorações que variam do vermelho ao azul, dependendo do pH do meio. Em soluções ácidas, apresentam tonalidade avermelhada; em meio neutro, roxa; e em meio alcalino, azul-esverdeada (RAVEN; EVERT; EICHHORN, 2014).

A utilização de indicadores naturais no ensino de ciências favorece a experimentação, a construção do conhecimento e a contextualização com práticas sustentáveis e agroecológicas.


3. Metodologia

A pesquisa caracteriza-se como experimental de abordagem qualitativa, com foco na aplicação pedagógica.

3.1 Materiais

  • Folhas de repolho roxo

  • Água

  • Fonte de calor ou liquidificador

  • Recipientes transparentes

  • Amostras de solo

  • Peneira ou filtro

3.2 Procedimentos

O extrato indicador foi obtido por meio da fervura das folhas de repolho roxo em água por aproximadamente 15 minutos, seguido de filtração. O líquido resultante apresentou coloração roxa intensa.

As amostras de solo foram misturadas com água e deixadas em repouso. Posteriormente, adicionou-se o indicador natural, observando-se a mudança de cor.

3.3 Análise dos dados

A interpretação foi baseada na variação cromática:

  • Vermelho/rosa: solo ácido

  • Roxo: solo neutro

  • Verde/azulado: solo alcalino


4. Resultados e Discussão

Os resultados demonstraram que o extrato de repolho roxo é eficaz na identificação qualitativa do pH do solo. A mudança de cor ocorreu de forma visível e rápida, permitindo fácil interpretação por estudantes.

Embora não substitua análises laboratoriais quantitativas, o método mostrou-se adequado para fins educativos, contribuindo para a compreensão de conceitos químicos e ecológicos.

Além disso, a atividade promove a integração entre teoria e prática, incentivando a investigação científica e a consciência ambiental. Em hortas escolares, essa prática auxilia na escolha de culturas adequadas ao tipo de solo.


5. Conclusão

O uso do repolho roxo como indicador natural de pH é uma estratégia eficiente, acessível e pedagógica para o ensino de ciências. A metodologia permite a compreensão prática de conceitos abstratos, como acidez e alcalinidade, além de fortalecer práticas agroecológicas.

Recomenda-se sua aplicação em contextos escolares, especialmente em projetos interdisciplinares e hortas educativas, contribuindo para a formação científica e ambiental dos estudantes.


Referências (ABNT NBR 6023:2023)

EMBRAPA. Manual de métodos de análise de solo. 3. ed. Brasília: Embrapa, 2018.

MALAVOLTA, Eurípedes. Manual de nutrição mineral de plantas. São Paulo: Agronômica Ceres, 2006.

RAVEN, Peter H.; EVERT, Ray F.; EICHHORN, Susan E. Biologia vegetal. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

TAIZ, Lincoln et al. Fisiologia e desenvolvimento vegetal. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2018.




ANEXO A

O pH do solo influencia diretamente como árvores e hortaliças crescem, porque controla a disponibilidade de nutrientes e a atividade dos micro-organismos 🌱

Aqui vai uma explicação clara por faixa de pH:


🌱 1. Solo Ácido (pH < 7)

🔴 (cor rosa/vermelho no teste com repolho)

🌿 Como as plantas se desenvolvem:

  • Pode haver excesso de alumínio e ferro, que podem ser tóxicos

  • Nutrientes como fósforo, cálcio e magnésio ficam menos disponíveis

  • Raízes podem crescer menos

  • Algumas plantas sofrem, outras se adaptam bem

🌳 Árvores que gostam:

  • Pinus

  • Eucalipto

  • Araucária

  • Erva-mate

🥬 Hortaliças que toleram:

  • Batata

  • Morango

  • Mandioca

⚠️ Problemas comuns:

  • Crescimento lento

  • Folhas amareladas

  • Baixa produtividade


🌱 2. Solo Neutro (pH ≈ 7)

🟣 (cor roxa)

🌿 Como as plantas se desenvolvem:

  • Melhor condição geral

  • Nutrientes disponíveis de forma equilibrada

  • Alta atividade biológica (fungos, bactérias)

  • Raízes se desenvolvem bem

🌳 Árvores:

  • A maioria das espécies cresce bem

🥬 Hortaliças ideais:

  • Alface

  • Couve

  • Cenoura

  • Tomate

  • Feijão

✅ Resultado:

  • Crescimento saudável

  • Boa produção

  • Plantas mais resistentes


🌱 3. Solo Alcalino (pH > 7)

🔵🟢 (cor azul/verde)

🌿 Como as plantas se desenvolvem:

  • Pode haver deficiência de ferro, zinco e manganês

  • Folhas ficam amareladas (clorose)

  • Crescimento prejudicado em muitas espécies

🌳 Árvores que toleram:

  • Oliveira

  • Algumas leguminosas

  • Espécies de regiões secas

🥬 Hortaliças que toleram melhor:

  • Beterraba

  • Espinafre

  • Aspargo

⚠️ Problemas comuns:

  • Nutrientes “presos” no solo

  • Plantas fracas

  • Baixa absorção de micronutrientes


📊 Resumo prático para horta escolar

  • 🌱 Melhor faixa: pH 5,5 a 6,8 (levemente ácido)

  • Evita toxidez e falta de nutrientes

  • Favorece vida do solo (minhocas e microrganismos)


🌿 Dica agroecológica

Se o solo estiver:

  • 🔴 Muito ácido → usar calcário (corrige acidez)

  • 🔵 Muito alcalino → usar matéria orgânica (composto, esterco)


VINAGRE BICARBONATO E SOLO O QUE SAI NAS BOLHAS?

Ótima pergunta — isso é a parte “química” da experiência 🧪🌱

💨 O que são as bolhas?

As bolhas que aparecem são gás carbônico (CO₂).


🧪 1. Quando usa vinagre + solo

  • O vinagre é ácido (ácido acético)

  • Se o solo tiver calcário (carbonato de cálcio) → ocorre reação

👉 Reação:

Ácido + carbonato → libera CO₂ (bolhas)

✔ Isso indica:
➡️ Solo alcalino (pH alto)


🧪 2. Quando usa bicarbonato + solo + água

  • O bicarbonato é básico (alcalino)

  • Se o solo for ácido, ele reage com o bicarbonato

👉 Reação:

Ácido do solo + bicarbonato → libera CO₂ (bolhas)

✔ Isso indica:
➡️ Solo ácido (pH baixo)


⚠️ Resumão simples

  • 💥 Borbulhou com vinagre → solo alcalino

  • 💥 Borbulhou com bicarbonato → solo ácido


🌱 Importante (para aula)

  • As bolhas são sempre gás CO₂

  • É a mesma lógica de:

    • fermentação

    • refrigerante abrindo

    • reação de bolo 🍰


🎓 Dica pedagógica

Você pode explicar assim para os alunos:

👉 “Quando tem bolha, é porque está saindo um gás escondido no solo”






segunda-feira, 16 de março de 2026

Educação Ambiental e Gestão do Consumo de Água na Escola e na Horta Agroecológica: Proposta Interdisciplinar de Ensino para o Ensino Fundamental II e Ensino Médio alinhada à BNCC e ao Currículo Base do Território Catarinense

A gestão sustentável da água constitui um dos principais desafios socioambientais contemporâneos, exigindo ações educativas capazes de promover o uso racional dos recursos naturais. Este trabalho apresenta uma proposta de sequência didática interdisciplinar voltada ao estudo do consumo de água no ambiente escolar e na horta agroecológica, destinada aos estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 3º ano do Ensino Médio. A proposta fundamenta-se nos princípios da educação ambiental, da agroecologia e da aprendizagem baseada em investigação científica, articulando conteúdos das áreas de Ciências da Natureza, Matemática, Ciências Humanas e Linguagens, conforme orientações da Base Nacional Comum Curricular e do Currículo Base do Território Catarinense.

A sequência didática contempla atividades de diagnóstico do consumo hídrico da escola, análise de contas de água, experimentos sobre infiltração e retenção hídrica do solo, estudo do pH do solo, práticas de compostagem e avaliação de sistemas de irrigação sustentáveis aplicados à horta escolar. Além disso, propõe a elaboração de registros científicos, gráficos estatísticos e materiais de divulgação ambiental produzidos pelos estudantes. Espera-se que a proposta contribua para o desenvolvimento do pensamento científico, da consciência ambiental e da gestão sustentável dos recursos hídricos no contexto escolar, promovendo a integração entre conhecimento científico, práticas agroecológicas e formação cidadã.

Palavras-chave: educação ambiental; consumo de água; horta escolar; agroecologia; sustentabilidade; ensino interdisciplinar.



Para organizar 66 canteiros de 3,00 m × 0,80 m dentro do espaço de 3,60 m × 40 m, podemos fazer um planejamento técnico de horta agroecológica 🌱.


1. Dimensão do espaço

Comprimento: 40 m

Largura: 3,60 m

Área total: 144 m²


2. Dimensão de cada canteiro

Comprimento: 3,00 m

Largura: 0,80 m

Área por canteiro: 2,4 m²


3. Organização em fileiras

Na largura de 3,60 m é possível colocar:

3 fileiras de canteiros de 0,80 m

corredores de 0,50 m

Exemplo de distribuição da largura:

Canteiro – 0,80 m

Caminho – 0,50 m

Canteiro – 0,80 m

Caminho – 0,50 m

Canteiro – 0,80 m

Total: 3,40 m (restando 0,20 m de borda)


4. Organização no comprimento

No comprimento de 40 m:

Cada canteiro: 3 m

Caminho entre canteiros: 0,60 m

Módulo total = 3,60 m

Assim cabem aproximadamente 22 canteiros por linha.

Resultado

3 linhas × 22 canteiros = 66 canteiros


5. Área cultivada

66 × 2,4 m² = 158,4 m² de cultivo intensivo

Esse modelo é muito usado em hortas agroecológicas intensivas.

6. Sugestão de divisão dos 66 canteiros

Folhosas (20 canteiros)

alface

rúcula

chicória

espinafre

Raízes (12 canteiros)

cenoura

beterraba

rabanete

nabo

Legumes (14 canteiros)

pepino

abobrinha

feijão

quiabo

Temperos (10 canteiros)

salsinha

cebolinha

coentro

manjericão

Plantas medicinais e flores (10 canteiros)

calêndula

capuchinha

erva-cidreira

hortelã

Essas flores ajudam na atração de polinizadores como as abelhas do grupo científico

Meliponini 🐝.


A seguir está um plano de aula sequencial científico especializado sobre consumo de água na escola e na horta escolar, integrando todas as áreas do conhecimento para 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e 1º ao 3º ano do Ensino Médio, alinhado à Base Nacional Comum Curricular e ao Currículo Base do Território Catarinense.

O tema é relevante porque a escola é um espaço importante para formar consciência ambiental e gestão sustentável da água. Estudos em escolas brasileiras indicam consumo médio de cerca de 7,58 litros de água por aluno por dia, mostrando a importância de monitoramento e educação ambiental para reduzir desperdícios.

Além disso, projetos educativos sobre água ajudam a desenvolver responsabilidade ambiental e gestão sustentável dos recursos naturais entre estudantes.


PROJETO INTERDISCIPLINAR

Consumo de água na escola e na horta escolar

Duração: 12 aulas sequenciais
Público:

  • 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental

  • 1º ao 3º ano do Ensino Médio

Áreas integradas:

  • Ciências da Natureza

  • Matemática

  • Ciências Humanas

  • Linguagens

Metodologia:

  • aprendizagem baseada em projetos

  • investigação científica

  • estudo de campo

  • educação ambiental


AULA 1 – Água como recurso essencial

Objetivo
Compreender a importância da água para a vida e para os ecossistemas.

Conteúdos

  • ciclo hidrológico

  • distribuição da água no planeta

  • uso da água na sociedade

Atividade
Debate sobre o uso da água no cotidiano.

Áreas
Ciências, Geografia.


AULA 2 – Uso da água na escola

Objetivo
Identificar onde a água é utilizada na escola.

Conteúdos

  • consumo hídrico

  • infraestrutura escolar

Atividade
Mapeamento dos pontos de uso de água:

  • banheiro

  • cozinha

  • limpeza

  • horta escolar

Áreas
Ciências, Geografia.


AULA 3 – Consumo de água na horta

Objetivo
Compreender a importância da água para as plantas.

Conteúdos

  • fisiologia vegetal

  • transpiração

  • irrigação

Atividade
Observação das plantas da horta.

Áreas
Biologia.


AULA 4 – Quantificação do consumo de água

Objetivo
Calcular o consumo de água da escola.

Conteúdos

  • volume

  • unidades de medida

  • litros

Atividade
Análise da conta de água da escola.

Áreas
Matemática.


AULA 5 – Experimento sobre infiltração da água

Objetivo
Compreender a relação entre solo e água.

Conteúdos

  • permeabilidade

  • infiltração

  • retenção de água

Atividade
Experimento com diferentes tipos de solo.

Áreas
Ciências.


AULA 6 – Irrigação sustentável na horta

Objetivo
Analisar métodos de irrigação.

Conteúdos

  • irrigação por gotejamento

  • irrigação manual

  • economia de água

Atividade
Comparação entre sistemas de irrigação.

Áreas
Ciências, tecnologia.


AULA 7 – Água e sociedade

Objetivo
Discutir a importância social da água.

Conteúdos

  • escassez hídrica

  • desigualdade no acesso

Atividade
Análise de reportagens e dados ambientais.

Áreas
Geografia, Sociologia.


AULA 8 – Poluição da água

Objetivo
Compreender causas da poluição hídrica.

Conteúdos

  • resíduos sólidos

  • esgoto

  • contaminação ambiental

Atividade
Estudo de caso.

Áreas
Ciências, Geografia.


AULA 9 – Compostagem e água

Objetivo
Relacionar compostagem com retenção de água no solo.

Conteúdos

  • matéria orgânica

  • fertilidade do solo

  • conservação da água

Atividade
Aplicação de composto na horta.

Áreas
Ciências.


AULA 10 – Estatística do consumo de água

Objetivo
Analisar dados coletados na escola.

Conteúdos

  • gráficos

  • tabelas

  • interpretação de dados

Atividade
Produção de gráficos do consumo de água.

Áreas
Matemática.


AULA 11 – Comunicação científica

Objetivo
Produzir materiais educativos.

Conteúdos

  • linguagem científica

  • divulgação científica

Atividade
Produção de cartazes sobre economia de água.

Áreas
Linguagens.


AULA 12 – Apresentação do projeto

Objetivo
Socializar os resultados da pesquisa.

Conteúdos

  • comunicação científica

  • educação ambiental

Atividade
Apresentação do projeto para a comunidade escolar.

Áreas
Interdisciplinar.


Avaliação

Critérios:

  • participação nas atividades

  • produção de relatórios

  • análise de dados

  • apresentação final


Competências da BNCC

Competências desenvolvidas:

  • pensamento científico

  • responsabilidade socioambiental

  • análise crítica de dados

  • resolução de problemas


Resultados educacionais esperados

Os estudantes irão:

  • compreender o ciclo da água

  • analisar o consumo de água da escola

  • desenvolver estratégias de economia de água

  • aplicar conhecimento científico na horta escolar


Bibliografia científica (ABNT 2023)

ALTIERI, Miguel. Agroecologia: bases científicas da agricultura sustentável. São Paulo: Expressão Popular, 2012.

GLIESSMAN, Stephen. Agroecology: the ecology of sustainable food systems. Boca Raton: CRC Press, 2015.

PRIMAVESI, Ana. Manejo ecológico do solo. São Paulo: Nobel, 2016.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.

SANTA CATARINA. Currículo Base do Território Catarinense. Florianópolis: Secretaria de Estado da Educação, 2020.

ROCCO, Marcia Cristina. Gestão e consumo consciente de água: abordagens educativas no ambiente escolar. 2024.

SILVA, Alisson Barbosa da; RODRIGUES, Gerlane Pereira de Albuquerque. Ações educacionais no consumo da água. Revista Brasileira de Educação Ambiental, 2023. 


A seguir está um modelo científico de sequência didática com 12 planos de aula para cada itinerário, integrando horta escolar, pH do solo, compostagem, hortaliças, árvores da Mata Atlântica e sistemas agroflorestais, alinhado à BNCC e ao currículo do estado de Santa Catarina.

O currículo do Ensino Médio catarinense organiza-se em Formação Geral Básica e Itinerários Formativos, estruturados por áreas do conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas), além de trilhas de aprofundamento e componentes eletivos.

Os itinerários formativos fazem parte da parte flexível do currículo, permitindo aprofundamento em áreas de interesse dos estudantes e integração interdisciplinar.


Projeto interdisciplinar

Agroecologia, Horta Escolar e Agrofloresta na Mata Atlântica

Bioma estudado:
Mata Atlântica

Duração: 12 aulas por itinerário
Público:

  • 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental

  • 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio

Metodologia:

  • aprendizagem baseada em projetos

  • investigação científica

  • educação ambiental

  • interdisciplinaridade


ITINERÁRIO 1

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Aula 1 – Agroecologia e sustentabilidade

Objetivo: compreender os princípios da agroecologia.
Conteúdos: agroecossistemas, biodiversidade, sustentabilidade.
Atividade: análise de sistemas agrícolas.

Aula 2 – Solo e formação

Conteúdos:

  • intemperismo

  • matéria orgânica

  • minerais

Atividade: observação de perfis de solo.


Aula 3 – pH do solo

Conteúdos:

  • acidez

  • alcalinidade

  • disponibilidade de nutrientes

Experimento: teste com indicador natural.


Aula 4 – Microorganismos do solo

Conteúdos:

  • bactérias

  • fungos

  • decomposição

Atividade: microscopia ou observação do solo.


Aula 5 – Compostagem

Conteúdos:

  • decomposição

  • ciclo do carbono

  • húmus

Atividade prática: construção de composteira.


Aula 6 – Tipos de hortaliças

Classificação:

  • folhas

  • frutos

  • raízes

  • tubérculos

Atividade: identificação botânica.


Aula 7 – Polinizadores

Insetos estudados:

Meliponini

Conteúdos:

  • polinização

  • produção de alimentos


Aula 8 – Árvores da Mata Atlântica

Espécies estudadas:

  • ipê

  • pitanga

  • jabuticaba

  • ingá

  • araçá


Aula 9 – Agrofloresta

Conteúdos:

  • sucessão ecológica

  • estratificação vegetal

  • consórcios de culturas


Aula 10 – Ciclos biogeoquímicos

Ciclos:

  • carbono

  • nitrogênio

  • água


Aula 11 – Produção de alimentos

Conteúdos:

  • segurança alimentar

  • agricultura familiar


Aula 12 – Apresentação científica

Produção:

  • relatório científico

  • apresentação oral


ITINERÁRIO 2

Matemática e suas Tecnologias

Aula 1

Medidas e área da horta.

Aula 2

Cálculo de área dos canteiros.

Aula 3

Geometria aplicada ao plantio.

Aula 4

Estatística de produção agrícola.

Aula 5

Modelagem matemática do crescimento das plantas.

Aula 6

Análise de produtividade.

Aula 7

Proporção e densidade de plantio.

Aula 8

Planejamento de irrigação.

Aula 9

Gráficos de produção.

Aula 10

Modelos de sustentabilidade.

Aula 11

Análise de dados ambientais.

Aula 12

Relatório estatístico da horta.


ITINERÁRIO 3

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

Aula 1

História da agricultura.

Aula 2

Agricultura indígena.

Aula 3

Colonização e agricultura no Brasil.

Aula 4

Transformações agrícolas.

Aula 5

Agricultura familiar.

Aula 6

Questões ambientais.

Aula 7

Políticas públicas ambientais.

Aula 8

Desenvolvimento sustentável.

Aula 9

Território e paisagem.

Aula 10

Economia solidária.

Aula 11

Soberania alimentar.

Aula 12

Debate socioambiental.


ITINERÁRIO 4

Linguagens e suas Tecnologias

Aula 1

Leitura científica sobre agroecologia.

Aula 2

Produção textual científica.

Aula 3

Relatos de observação.

Aula 4

Produção de relatório.

Aula 5

Educação ambiental e comunicação.

Aula 6

Poemas sobre natureza.

Aula 7

Cartazes educativos.

Aula 8

Produção audiovisual.

Aula 9

Divulgação científica.

Aula 10

Podcast ambiental.

Aula 11

Apresentação oral.

Aula 12

Seminário final.


Resultados educacionais esperados

  • compreensão científica da produção de alimentos

  • conhecimento sobre biodiversidade

  • desenvolvimento da educação ambiental

  • integração entre ciência, sociedade e natureza


Bibliografia científica (ABNT 2023)

ALTIERI, Miguel. Agroecologia: bases científicas da agricultura sustentável. São Paulo: Expressão Popular, 2012.

GLIESSMAN, Stephen. Agroecology: the ecology of sustainable food systems. Boca Raton: CRC Press, 2015.

PRIMAVESI, Ana. Manejo ecológico do solo. São Paulo: Nobel, 2016.

ODUM, Eugene. Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

SANTA CATARINA. Currículo Base do Ensino Médio do Território Catarinense. Florianópolis: SED-SC, 2020.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2018.