O cultivo do mamoeiro (Carica papaya L.) em ambientes urbanos apresenta elevado potencial produtivo quando associado a práticas agroecológicas e planejamento espacial adequado. Este estudo analisa o manejo do mamoeiro em consórcio com hortaliças, considerando condições de insolação parcial, características edafoclimáticas do litoral norte catarinense e estratégias de mitigação de estresses térmicos. Os resultados indicam que o sucesso produtivo depende da adequada adubação orgânica, espaçamento, escolha da época de plantio e uso de consórcios com culturas de ciclo curto e tolerantes à meia-sombra.
O mamoeiro é uma cultura tropical amplamente cultivada no Brasil, exigindo temperaturas elevadas, boa luminosidade e solos férteis. Em regiões de clima subtropical úmido, como o litoral norte de Santa Catarina, o cultivo enfrenta limitações relacionadas à redução térmica no inverno e à menor incidência solar em áreas urbanas sombreadas.
A agricultura urbana surge como alternativa sustentável, exigindo adaptações técnicas como consórcios, manejo do solo e estratégias microclimáticas.
2. Condições edafoclimáticas e época de plantio
O clima subtropical úmido apresenta:
Alta umidade relativa
Chuvas bem distribuídas
Invernos amenos, porém com eventuais quedas térmicas
A melhor época de plantio do mamoeiro é:
Primavera (setembro a novembro) – ideal
Verão inicial (dezembro) – viável
Outono/inverno – não recomendado (crescimento reduzido)
3. Manejo do solo e adubação
O mamoeiro exige solos:
Profundos
Bem drenados
Ricos em matéria orgânica
3.1 Preparo da cova
Dimensões recomendadas:
50 x 50 x 50 cm
Adubação de base:
15–20 kg de esterco curtido
200 g de fósforo
Correção com calcário, se necessário
3.2 Adubação de cobertura
Frequência: 30–45 dias
NPK ou adubação orgânica
Complementação com potássio (cinzas)
4. Espaçamento e desenvolvimento
Espaçamento ideal: 2 a 3 metros entre plantas
Início da produção: 6 a 9 meses
Pico produtivo: 9 a 12 meses
Plantas jovens (ex.: 15 cm) podem ter crescimento reduzido no inverno.
5. Consórcio agroecológico
O consórcio melhora:
Uso do espaço
Fertilidade do solo
Controle de pragas
5.1 Culturas recomendadas
Ciclo curto: alface, rúcula, coentro (30–45 dias)
Folhosas: couve, espinafre (60–90 dias)
Leguminosas: feijão, crotalária (fixação de nitrogênio)
Cobertura: abóbora, amendoim
5.2 Culturas não recomendadas
Tomate, batata e pimentão (alta exigência solar e doenças comuns)
6. Influência da luminosidade
O mamoeiro necessita:
Mínimo de 6 horas de sol
Em áreas com sol apenas pela manhã:
Crescimento reduzido
Recomenda-se posicionamento em áreas com sol da tarde no inverno
7. Proteção contra frio e geadas
Embora raras, geadas podem afetar o desenvolvimento.
Técnicas de proteção:
Cobertura com manta térmica
Uso de palhada (mulching)
Plantio próximo a muros (retenção de calor)
Quebra-ventos naturais
Irrigação pré-frio
8. Sistema de produção em horta urbana
O modelo ideal inclui:
Canteiros elevados
Sistema de irrigação por gotejamento
Treliças verticais (maracujá)
Distribuição por zonas de luminosidade
9. Resultados e discussão
Observa-se que:
O consórcio otimiza o uso do espaço urbano
O inverno retarda o desenvolvimento, mas não inviabiliza o cultivo
A exposição solar é o principal fator limitante
10. Conclusão
O cultivo do mamoeiro em hortas urbanas no litoral norte catarinense é viável, desde que sejam adotadas práticas de manejo adaptadas ao clima subtropical. O uso de consórcios, adubação orgânica e estratégias de proteção térmica são fundamentais para garantir produtividade e sustentabilidade.
Referências (ABNT 2023)
BRASIL. Ministério da Agricultura. Manual de cultivo do mamoeiro. Brasília: MAPA, 2020.
EMBRAPA. Mamão: produção e manejo. Cruz das Almas: Embrapa Mandioca e Fruticultura, 2018.
FILGUEIRA, F. A. R. Novo manual de olericultura. 3. ed. Viçosa: UFV, 2013.
PRIMAVESI, A. Manejo ecológico do solo. São Paulo: Nobel, 2016.
SOUZA, J. L.; RESENDE, P. Manual de horticultura orgânica. 2. ed. Viçosa: Aprenda Fácil, 2014.
A presente análise sobre a relação entre conceitos sociológicos clássicos e contemporâneos e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas. A pesquisa fundamenta-se em referenciais teóricos da Sociologia, destacando autores como Émile Durkheim, Karl Marx e Max Weber, articulando-os com práticas socioambientais sustentáveis. A metodologia baseia-se em revisão bibliográfica e análise qualitativa. Os resultados indicam que a aplicação dos conceitos sociológicos contribui significativamente para a implementação eficaz dos ODS, promovendo transformação social, redução das desigualdades e sustentabilidade ambiental.
A crescente complexidade dos problemas sociais e ambientais exige abordagens interdisciplinares que articulem teoria e prática. Nesse contexto, a Sociologia desempenha papel fundamental ao analisar estruturas sociais, desigualdades e comportamentos coletivos. Paralelamente, os ODS propõem metas globais voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Este estudo busca responder: como os conceitos sociológicos podem ser aplicados na implementação prática dos ODS?
2 Fundamentação Teórica
2.1 Sociologia e Estrutura Social
Segundo Émile Durkheim, os fatos sociais exercem influência sobre os indivíduos, moldando comportamentos coletivos. Essa perspectiva é essencial para compreender práticas sustentáveis como fenômenos sociais.
Para Karl Marx, a desigualdade estrutural é resultado das relações de produção, sendo diretamente relacionada a problemas abordados pelos ODS, como pobreza e exclusão social.
Já Max Weber destaca a ação social como elemento central, permitindo compreender a responsabilidade individual e coletiva nas práticas sustentáveis.
2.2 ODS e Sustentabilidade
Os ODS, definidos pela Organização das Nações Unidas, constituem uma agenda global composta por 17 objetivos que visam erradicar a pobreza, proteger o meio ambiente e promover o bem-estar social.
Destacam-se:
ODS 4 – Educação de Qualidade
ODS 10 – Redução das Desigualdades
ODS 12 – Consumo Responsável
ODS 13 – Ação Climática
2.3 Relação entre Sociologia e ODS
A conexão entre teoria sociológica e ODS ocorre na análise das estruturas sociais que geram problemas ambientais e sociais. Autores como Pierre Bourdieu evidenciam como desigualdades são reproduzidas, enquanto Jean Baudrillard analisa o consumo simbólico, diretamente relacionado ao ODS 12.
3 Metodologia
A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza exploratória, baseada em revisão bibliográfica. Foram analisadas obras clássicas da Sociologia e documentos oficiais dos ODS, buscando estabelecer relações teórico-práticas.
4 Resultados e Discussão
A análise demonstrou que os conceitos sociológicos permitem compreender e transformar práticas sociais relacionadas aos ODS.
Exemplo aplicado:
ODS 12 (Consumo Responsável)
Base teórica: consumo simbólico (Baudrillard)
Prática: compostagem e redução de resíduos
Impactos observados:
Mudança de comportamento coletivo
Redução do desperdício
Fortalecimento da consciência ambiental
Além disso, práticas comunitárias baseadas na teoria sociológica contribuem para a efetivação dos ODS em nível local.
5 Considerações Finais
Conclui-se que a Sociologia oferece instrumentos fundamentais para a compreensão e aplicação dos ODS. A articulação entre teoria e prática possibilita intervenções sociais mais eficazes e sustentáveis, promovendo transformação estrutural e melhoria da qualidade de vida.
Referências (ABNT 2023)
BOURDIEU, Pierre. A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1992.
BAUDRILLARD, Jean. A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70, 1995.
DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2013.
WEBER, Max. Economia e sociedade. Brasília: UnB, 1999.
Organização das Nações Unidas. Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. 2015.
A presente análise sobre a trajetória acadêmica, científica e pedagógica de Osni Valfredo Wagner, destacando suas contribuições para os campos da sociologia ambiental, educação crítica, ecodesenvolvimento e estudos decoloniais. A pesquisa fundamenta-se em abordagem qualitativa, com base documental em currículo acadêmico e produção bibliográfica do autor. Evidencia-se que sua obra articula categorias centrais como autonomia, desenvolvimento territorial, interculturalidade e antirracismo, propondo uma epistemologia interdisciplinar orientada pela pesquisa-ação participante. Conclui-se que suas contribuições são relevantes para a construção de práticas educativas críticas e sustentáveis, alinhadas às demandas contemporâneas da justiça socioambiental.
As transformações socioambientais contemporâneas exigem novas abordagens teóricas e metodológicas capazes de integrar dimensões sociais, culturais, econômicas e ecológicas.
Nesse contexto, destaca-se a produção científica de Osni Valfredo Wagner, cuja trajetória articula ensino, pesquisa e extensão no campo das ciências sociais aplicadas à educação e ao meio ambiente.
O objetivo é analisar criticamente suas contribuições teóricas e práticas, evidenciando sua relevância para a construção de uma perspectiva interdisciplinar e emancipatória do conhecimento.
Em anexos foto com Engenheiro Agrônomo Alexandre Felipe Cordeiro que explicou a compostagem orgânica modelo de Florianópolis como prática socioambiental articulada ao ecodesenvolvimento e à educação crítica. A partir de atividades de campo, observou-se a aplicação do método de leiras, amplamente difundido em experiências acadêmicas. O engenheiro agrônomo Alexandre destacou a importância da decomposição controlada de resíduos orgânicos na produção de adubo. Tal processo contribui significativamente para a redução de resíduos sólidos urbanos. Além disso, fortalece práticas sustentáveis em contextos educativos e comunitários. A interação entre conhecimento técnico e saberes locais evidencia a relevância da interdisciplinaridade.
Nesse sentido, a pesquisa-ação participante se apresenta como metodologia fundamental. A prática analisada também dialoga com princípios da sustentabilidade e justiça socioambiental.
Observa-se, ainda, seu potencial pedagógico na formação de sujeitos críticos. Assim, a compostagem configura-se como ferramenta estratégica para transformação social e ambiental.
2. Metodologia
A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, baseada em análise documental. Foram examinados dados do currículo acadêmico, produções bibliográficas e projetos de pesquisa desenvolvidos pelo autor �.osni_valfredo_wagner_biografia.docx
A abordagem teórica fundamenta-se na análise interpretativa das categorias centrais presentes em sua obra.
3. Trajetória Acadêmica e Intelectual
Osni Valfredo Wagner possui formação em Ciências Sociais, especialização em políticas agrárias e mestrado em Desenvolvimento Regional. Sua trajetória profissional inclui atuação como professor, pesquisador e coordenador de projetos interdisciplinares voltados à educação básica e ao desenvolvimento territorial �.osni_valfredo_wagner_biografia.docx
Sua produção científica evidencia forte articulação entre teoria e prática, característica marcante da pesquisa-ação participante.
4. Fundamentos Teóricos da Obra
4.1 Autonomia e Emancipação
A autonomia constitui categoria central em sua produção, sendo compreendida como condição fundamental para a emancipação humana. Inspirado por correntes do pensamento crítico, o autor relaciona autonomia à liberdade política e à construção coletiva do conhecimento.
4.2 Desenvolvimento Territorial e Ecodesenvolvimento
O conceito de desenvolvimento territorial aparece como eixo estruturante, sendo articulado ao ecodesenvolvimento, que integra dimensões econômicas, sociais e ambientais. Essa perspectiva supera visões reducionistas de crescimento econômico, propondo sustentabilidade integrada.
4.3 Sociologia Ambiental
A sociologia ambiental desenvolvida pelo autor analisa a relação entre sociedade e natureza, enfatizando impactos socioambientais, vulnerabilidade e gestão de recursos naturais. Tal abordagem contribui para diagnósticos territoriais críticos.
4.4 Interdisciplinaridade e Pesquisa-Ação
A interdisciplinaridade é tratada como exigência epistemológica. A pesquisa-ação participante destaca-se como metodologia central, permitindo a construção coletiva do conhecimento e a intervenção social.
4.5 Interculturalidade e Descolonialidade
Em sua produção mais recente, o autor incorpora perspectivas decoloniais, enfatizando o diálogo entre saberes científicos e saberes originários. A interculturalidade é compreendida como estratégia de enfrentamento das desigualdades estruturais e do racismo.
5. Educação, Sustentabilidade e Transformação Social
A contribuição de Wagner para a educação está centrada na construção de práticas pedagógicas críticas e contextualizadas. Seus projetos abordam temas como:
culturas alimentares juvenis
educação ambiental
saberes tradicionais
justiça socioambiental
Essas iniciativas reforçam a importância da escola como espaço de transformação social e produção de conhecimento.
6. Discussão
A análise evidencia que a obra de Wagner se insere no campo das epistemologias críticas latino-americanas. Sua abordagem dialoga com:
ecodesenvolvimento
educação popular
pensamento decolonial
Sua principal contribuição reside na integração entre teoria e prática, promovendo uma ciência comprometida com a transformação social.
7. Considerações Finais
Conclui-se que Osni Valfredo Wagner apresenta uma produção científica relevante e consistente, marcada pela interdisciplinaridade e pelo compromisso com a justiça social e ambiental.
Sua obra contribui significativamente para:
o fortalecimento da educação crítica
a construção de práticas sustentáveis
o avanço das epistemologias decoloniais
Recomenda-se a ampliação de estudos sobre sua produção, especialmente no contexto das políticas públicas educacionais e ambientais.
Referências (ABNT– 2023)
WAGNER, O. V. Mobilização para o desenvolvimento territorial: construção de pacto territorial a partir de projetos de ação coletiva. 2013. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Regional) — Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, 2013.
WAGNER, O. V. Cooperativas na agricultura familiar: um estudo de caso do Vale do Itajaí. 2004. Monografia (Especialização) — Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2004.
WAGNER, O. V.; SILVA, M. A. Multiculturalismo. Indaial: UNIASSELVI, 2010.
NONNA, S.; WAGNER, O. V. La transición del Estado a sociedad ambiental. In: SICDES, 2016.
WAGNER, O. V. A educação integral, saberes originários e científicos. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL, 2016.
SOUZA, C. M. M. et al. Processo de desenvolvimento territorial a partir dos modos de vida no campo. In: BIENAL, 2012.
SANTOS, D.; SOUZA, C. M. de M. Educação para o ecodesenvolvimento no ensino básico. Revista da FAEEBA, 2018.
Professor Osni Wagner com Engenheiro Agrônomo Alexandre EEB Professora Claurinice Vieira Caldeira, São Francisco do Sul 13/04/26.
Atividade in loco
A prática da compostagem em leiras, conforme apresentada na atividade de campo, evidencia a articulação entre conhecimento científico e práticas sustentáveis, alinhando-se às perspectivas do ecodesenvolvimento e da educação ambiental crítica. Alexandre Felipe Cordeiro explicou sobre a leira de compostagem orgânica que surgiu da UFSC.
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, representam um marco global na articulação de estratégias voltadas à sustentabilidade. Este artigo tem como objetivo analisar os fundamentos teóricos e científicos que sustentam os ODS, considerando contribuições de diferentes áreas do conhecimento, como economia, sociologia, ecologia e ciência política. A metodologia adotada consiste em revisão bibliográfica e análise documental de produções científicas nacionais e internacionais. Os resultados indicam que os ODS estão fundamentados em abordagens como o desenvolvimento sustentável, a teoria das capacidades, a economia ecológica e a teoria dos sistemas complexos. Conclui-se que os ODS representam uma síntese interdisciplinar aplicada, integrando conhecimento científico e ação política global.
Palavras-chave: Desenvolvimento sustentável; Agenda 2030; ODS; teoria sistêmica; governança global.
📌 ABSTRACT
The Sustainable Development Goals (SDGs), established by the United Nations 2030 Agenda, represent a global milestone in sustainability strategies. This article aims to analyze the theoretical and scientific foundations supporting the SDGs, considering contributions from multiple disciplines such as economics, sociology, ecology, and political science. The methodology consists of a bibliographic review and documentary analysis. Results indicate that SDGs are grounded in sustainable development theory, capability approach, ecological economics, and systems theory. It is concluded that SDGs represent an applied interdisciplinary synthesis integrating science and global governance.
Keywords: Sustainable development; SDGs; global governance; systems theory.
📌 1. INTRODUÇÃO
A Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas estabelece 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como diretrizes globais para enfrentar desafios socioeconômicos e ambientais. Esses objetivos abrangem temas como pobreza, educação, desigualdade, mudanças climáticas e governança.
Os ODS constituem um modelo integrado e interdependente, sendo concebidos como um sistema articulado de metas globais �. Além disso, refletem a necessidade de conciliar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental, pilares fundamentais do desenvolvimento sustentável �.
Revistas UFPR
Halac Solcha
Diante disso, torna-se relevante compreender os fundamentos teóricos que sustentam essa agenda global.
📌 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Desenvolvimento sustentável
O conceito de desenvolvimento sustentável foi consolidado pelo Relatório Brundtland (1987), definindo-o como a capacidade de suprir as necessidades atuais sem comprometer as futuras. Essa abordagem integra três dimensões: econômica, social e ambiental.
Autores como Sachs (2002) ampliam essa visão ao incluir dimensões culturais e territoriais, enquanto Daly (1996) enfatiza os limites ecológicos do crescimento econômico.
2.2 Teoria das capacidades
A teoria do desenvolvimento como liberdade, proposta por Amartya Sen, fundamenta diversos ODS relacionados à educação, saúde e igualdade. Segundo essa abordagem, o desenvolvimento deve ser entendido como a ampliação das capacidades humanas.
Estudos indicam que os ODS incorporam essa perspectiva ao priorizar qualidade de vida e justiça social �.
PPGD UFMG
2.3 Abordagem sistêmica e complexidade
Os ODS são caracterizados por sua interdependência, exigindo uma análise sistêmica das relações entre objetivos.
A literatura científica destaca que os ODS devem ser compreendidos como uma rede integrada de metas, e não como objetivos isolados �.
Revistas UFPR
Essa abordagem é fundamentada na teoria dos sistemas complexos (Morin; Capra), que enfatiza:
interconectividade
não linearidade
retroalimentação
2.4 Governança global
A Agenda 2030 representa um avanço na governança internacional, envolvendo múltiplos atores (Estados, empresas e sociedade civil).
A governança global é essencial para a implementação dos ODS, pois articula políticas públicas, cooperação internacional e instituições �.
Halac Solcha
2.5 Desenvolvimento territorial e ação local
A implementação dos ODS depende da atuação local e regional, adaptando as metas globais às realidades específicas.
Estudos recentes demonstram que ações locais são fundamentais para a efetividade da Agenda 2030 �.
Periódicos UNEMAT
📌 3. METODOLOGIA
Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, baseada em:
revisão bibliográfica
análise documental
levantamento de artigos científicos (2015–2024)
Foram consultadas bases como:
Scielo
Periódicos CAPES
Google Scholar
📌 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados indicam que os ODS são sustentados por um conjunto interdisciplinar de teorias:
🔬 Principais fundamentos identificados:
Desenvolvimento sustentável (Brundtland, Sachs)
Economia ecológica (Daly)
Teoria das capacidades (Sen)
Sistemas complexos (Morin, Capra)
Governança global
Além disso, verificou-se que os ODS:
são interdependentes
exigem políticas integradas
dependem de cooperação multiescalar
A literatura também aponta que os ODS funcionam como um instrumento normativo global, orientando políticas públicas e estratégias institucionais �.
📌 5. CONCLUSÃO
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável representam uma síntese avançada de múltiplas correntes teóricas e científicas. Sua relevância está na integração entre conhecimento acadêmico e ação política global.
Conclui-se que os ODS não são apenas diretrizes normativas, mas um modelo científico aplicado de transformação social, econômica e ambiental, baseado em princípios de sustentabilidade, equidade e governança.
📚 REFERÊNCIAS (ABNT 2023)
BRUNDTLAND, G. H. Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: FGV, 1987.
CAPRA, F. A teia da vida. São Paulo: Cultrix, 1996.
DALY, H. Ecological Economics. Washington: Island Press, 1996.
MORIN, E. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2005.
SACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 2002.
SEN, A. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Transformando nosso mundo: Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Nova York, 2015.
SOARES, F. P.; MELO, M. M.; CAMARGO, L. M. Agenda 2030 e educação hídrica: revisão sistemática. Revista do Departamento de Geografia, 2023. �
Portal de Revistas da USP
ZAMIGNAN, G. et al. Agenda 2030: inter-relações sistêmicas entre os ODS. Desenvolvimento e Meio Ambiente, 2022. �
Revistas UFPR
CARVALHO, B. L.; FONSECA, S. A. ODS 17 e desenvolvimento local sustentável. Revista Brasileira de Estudos de Gestão e Desenvolvimento Regional, 2024. �
Periódicos UNEMAT
STREIT, J. A.; COSTA, L. Agenda 2030 e resíduos sólidos. Revista Livre de Sustentabilidade e Empreendedorismo, 2023. �
Relise
FAUSTINO, A.; MANTOVANELI JR., O.; BARBOSA, V. C. Desenvolvimento sustentável e governança internacional. HALAC, 2024. �
Halac Solcha
SCHIER, A. C. R.; ZILIOTTO, M. M. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e teoria das capacidades. Revista Brasileira de Estudos Políticos, 2020. �
PPGD UFMG
Anexo
Comando do chatgbt
Quais autores bibliografias e conceitos teóricos científicos especializados fundamentam as 17 ODS bibliografias ABNT 2023
Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 não surgem de um único autor, mas de um corpo teórico multidisciplinar consolidado ao longo de décadas em áreas como economia, sociologia, ecologia, geografia e ciência política. Eles foram formalizados pela Organização das Nações Unidas em 2015, integrando dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável .
Abaixo está um levantamento científico especializado com autores, teorias e referências em formato ABNT (aproximado padrão 2023) que fundamentam os ODS.
🔬 1. BASE TEÓRICA CENTRAL DOS ODS
🌱 1.1 Desenvolvimento Sustentável (conceito central)
📚 Autores clássicos
Gro Harlem Brundtland
Ignacy Sachs
Herman Daly
📖 Conceitos
Desenvolvimento sustentável: “atender às necessidades do presente sem comprometer o futuro”
Integração economia + sociedade + ambiente
Justiça intergeracional
📚 ABNT
BRUNDTLAND, G. H. Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: FGV, 1987. SACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 2002. DALY, H. Ecological Economics. Washington: Island Press, 1996.
🌍 1.2 Agenda 2030 e governança global
📚 Institucional
Nações Unidas
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
📖 Conceitos
Governança global
Multilateralismo
Universalidade dos objetivos
“Não deixar ninguém para trás”
📚 ABNT
ONU. Transformando nosso mundo: Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Nova York: ONU, 2015. PNUD. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Brasília, 2023.
🔗 1.3 Abordagem sistêmica e complexidade
📚 Autores
Fritjof Capra
Edgar Morin
📖 Conceitos
Interdependência entre ODS
Sistemas socioecológicos
Complexidade e não-linearidade
📌 Os ODS são interligados e interdependentes, exigindo análise sistêmica
📚 ABNT
CAPRA, F. A teia da vida. São Paulo: Cultrix, 1996. MORIN, E. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2005.
📊 1.4 Desenvolvimento humano e capacidades
📚 Autor central
Amartya Sen
📖 Conceitos
Liberdades substantivas
Desenvolvimento como expansão de capacidades
Base para ODS como:
educação (ODS 4)
saúde (ODS 3)
igualdade (ODS 5)
📚 ABNT
SEN, A. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
🌐 1.5 Capitalismo, desigualdade e desenvolvimento
📚 Autores
Karl Polanyi
Thomas Piketty
Joseph Stiglitz
📖 Conceitos
Crítica ao mercado autorregulado
Desigualdade estrutural
Inclusão social e redistribuição
📚 ABNT
POLANYI, K. A grande transformação. Rio de Janeiro: Campus, 2000. PIKETTY, T. O capital no século XXI. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014. STIGLITZ, J. Globalização e seus malefícios. São Paulo: Futura, 2002.
🌿 1.6 Ecologia política e limites planetários
📚 Autores
Joan Martínez-Alier
Rockström Johan
📖 Conceitos
Conflitos ambientais
Justiça ambiental
Limites biofísicos do planeta
📚 ABNT
MARTÍNEZ-ALIER, J. O ecologismo dos pobres. São Paulo: Contexto, 2007. ROCKSTRÖM, J. et al. Planetary Boundaries. Nature, 2009.
🏙️ 1.7 Desenvolvimento territorial e local
📚 Autores
Sergio Boisier
José Eli da Veiga
📖 Conceitos
Desenvolvimento local sustentável
Territorialidade
Governança descentralizada
📌 Importância das ações locais para ODS
📚 ABNT
BOISIER, S. Teorías e metáforas sobre desarrollo territorial. CEPAL, 1999. VEIGA, J. E. Desenvolvimento sustentável: o desafio do século XXI. Rio de Janeiro: Garamond, 2010.
🧠 2. CONCEITOS CIENTÍFICOS TRANSVERSAIS DOS ODS
Os ODS são estruturados por macro-conceitos científicos:
Sustentabilidade (triple bottom line)
Justiça social
Resiliência socioecológica
Economia circular
Governança global
Inovação e tecnologia sustentável
Segurança alimentar
Mudanças climáticas
Direitos humanos
📊 3. AUTORES CONTEMPORÂNEOS SOBRE ODS
Exemplos de produção científica recente:
Zamignan et al. – visão sistêmica dos ODS
Carvalho & Fonseca – implementação local dos ODS
Vinuesa et al. – tecnologia e ODS (IA)
📚 4. REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES (ABNT 2023)
ONU. The Sustainable Development Goals Report. New York, 2023. SACHS, J. The Age of Sustainable Development. New York: Columbia, 2015. MEADOWS, D. et al. Limits to Growth. New York: Universe Books, 1972. BOFF, L. Sustentabilidade: o que é, o que não é. Petrópolis: Vozes, 2012.
✅ CONCLUSÃO
Os ODS são fundamentados por uma síntese de várias correntes científicas, principalmente:
Economia ecológica
Desenvolvimento humano
Teoria sistêmica
Ecologia política
Governança global
Eles representam uma integração teórica aplicada, ou seja, não são apenas conceitos acadêmicos, mas um modelo operacional global baseado em ciência, política e ética .
Se quiser, posso montar: ✔ um artigo científico completo em ABNT 2023 sobre ODS ✔ ou relacionar cada um dos 17 ODS com autores específicos (bem detalhado, nível pós-graduação)
A crescente geração de resíduos sólidos urbanos, especialmente a fração orgânica, representa um desafio ambiental significativo. A compostagem surge como uma alternativa sustentável, permitindo a transformação de resíduos em insumo agrícola. Este estudo tem como objetivo dimensionar a produção de composto orgânico a partir de resíduos domésticos (10 kg/dia) e sua aplicação na implantação progressiva de hortas. A metodologia baseia-se em cálculos de conversão massa-volume e rendimento médio da compostagem. Os resultados indicam que, em sete meses, é possível produzir aproximadamente 735 kg de composto, viabilizando a implantação de uma horta de cerca de 5 m². Conclui-se que, embora a compostagem doméstica tenha limitações de escala, apresenta elevado potencial para produção local de alimentos e redução de resíduos.
O aumento da geração de resíduos sólidos urbanos está diretamente relacionado ao crescimento populacional e aos padrões de consumo contemporâneos �. No Brasil, a fração orgânica representa parcela significativa desses resíduos, sendo frequentemente destinada a aterros sanitários, o que gera impactos ambientais como emissão de gases de efeito estufa e produção de chorume �.
A compostagem é um processo biológico de decomposição da matéria orgânica por microrganismos, resultando em um composto estabilizado com potencial fertilizante �. Essa técnica se destaca como estratégia sustentável para o reaproveitamento de resíduos e melhoria da fertilidade do solo.
Diante desse contexto, o presente estudo busca responder: qual a área de horta possível de ser implantada a partir da compostagem de resíduos domésticos ao longo do tempo?
2 Metodologia
O estudo foi desenvolvido com base em modelagem quantitativa simples, considerando:
Produção diária de resíduos: 10 kg/dia
Período analisado: 13 de abril a 13 de novembro (≈ 210 dias)
Rendimento médio da compostagem: 35%
Densidade do composto: 500 kg/m³
Altura do canteiro: 0,30 m
Etapas:
Cálculo da massa total de resíduos:
Conversão em composto:
Conversão em volume:
Área de horta:
3 Resultados e Discussão
Os resultados indicam que a compostagem doméstica permite a produção gradual de insumos agrícolas. Em sete meses, a produção de 735 kg de composto possibilita a implantação de aproximadamente 5 m² de horta.
Estudos apontam que a compostagem reduz significativamente o volume de resíduos destinados a aterros, contribuindo para a sustentabilidade ambiental �. Além disso, o composto produzido melhora a estrutura do solo, aumenta a retenção de água e fornece nutrientes essenciais às plantas �.
Entretanto, a escala é um fator limitante. A produção individual de resíduos não é suficiente para grandes áreas agrícolas, sendo necessária a integração comunitária ou institucional para ampliar o impacto.
Outro ponto relevante é a necessidade de equilíbrio entre materiais ricos em carbono e nitrogênio para garantir eficiência no processo, evitando problemas como odores e baixa decomposição.
Conclusão
A compostagem doméstica demonstra ser uma estratégia viável para:
Redução de resíduos orgânicos
Produção de fertilizante natural
Implantação de hortas urbanas em pequena escala
Com uma geração de 10 kg/dia de resíduos, é possível estabelecer uma horta de aproximadamente 5 m² em sete meses, o que representa uma alternativa sustentável para produção de alimentos.
Contudo, para aplicações em larga escala, torna-se necessária a organização coletiva e políticas públicas de gestão de resíduos.
Referências
COSTA, Amanda Rodrigues Santos et al. O processo da compostagem e seu potencial na reciclagem de resíduos orgânicos. Revista Geama, Recife, 2016. Disponível em: https://www.journals.ufrpe.br/index.php/geama/article/view/503�. Acesso em: 13 abr. 2026. �
DI LUCIA, Renata Paniago Andrade. Impacto ambiental dos resíduos orgânicos e benefícios da compostagem. International Integralize Scientific, v. 5, n. 46, 2025. Disponível em: https://iiscientific.com/artigos/128D6C�. Acesso em: 13 abr. 2026. �
MARCHI, Cristina Maria Dacach Fernandez; GONÇALVES, Isadora de Oliveira. Compostagem: a importância da reutilização dos resíduos orgânicos. Revista Monografias Ambientais, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/remoa/article/view/41718�. Acesso em: 13 abr. 2026. �
SILVA, Rodrigo Sanchotene; MELO, Andriele de. Produção de fertilizante orgânico de origem urbana. Ciência e Sustentabilidade, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/cienciasustentabilidade/article/view/1167�. Acesso em: 13 abr. 2026. �
INÁCIO, C. T.; MILLER, P. R. M. Compostagem: ciência e prática para a gestão de resíduos orgânicos. EMBRAPA, 2009. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes�. Acesso em: 13 abr. 2026. �
PAULA, Rebeca Barros de et al. Compostagem de resíduos orgânicos na UFERSA. Revista SEMIC, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufersa.edu.br�. Acesso em: 13 abr. 2026. �
COSTA, Amanda Rodrigues Santos et al. O processo da compostagem e seu potencial na reciclagem de resíduos orgânicos. Revista Geama, Recife, 2016. Disponível em: https://www.journals.ufrpe.br/index.php/geama/article/view/503�. Acesso em: 13 abr. 2026.
INÁCIO, Caio Tavares; MILLER, Paul Richard Momsen. Compostagem: ciência e prática para a gestão de resíduos orgânicos. Brasília: Embrapa, 2009.
MARCHI, Cristina Maria Dacach Fernandez; GONÇALVES, Isadora de Oliveira. Compostagem e sustentabilidade na gestão de resíduos sólidos urbanos. Revista Monografias Ambientais, Santa Maria, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/remoa/article/view/41718�. Acesso em: 13 abr. 2026.
SILVA, Rodrigo Sanchotene; MELO, Andriele de. Produção de fertilizante orgânico a partir de resíduos urbanos. Ciência e Sustentabilidade, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufca.edu.br�. Acesso em: 13 abr. 2026.
A leira de compostagem constitui uma técnica amplamente utilizada para o tratamento de resíduos orgânicos, baseada na decomposição aeróbia da matéria orgânica por microrganismos. Este processo resulta na formação de composto orgânico estável, com elevado valor agronômico. O presente estudo analisa os princípios físicos, químicos e biológicos envolvidos na compostagem em leiras, destacando variáveis como temperatura, umidade, relação carbono/nitrogênio (C/N) e aeração. Além disso, discute-se sua aplicação no contexto da agroecologia e gestão sustentável de resíduos sólidos. A metodologia baseia-se em revisão bibliográfica de literatura científica recente. Conclui-se que a compostagem em leiras apresenta alta eficiência na redução de resíduos e na produção de fertilizantes orgânicos, contribuindo para sistemas produtivos sustentáveis.
O aumento da geração de resíduos sólidos orgânicos representa um desafio significativo para a gestão ambiental contemporânea. A compostagem surge como uma alternativa sustentável, permitindo a reciclagem de matéria orgânica e a redução do volume destinado a aterros sanitários. Dentre os métodos existentes, a compostagem em leiras destaca-se pela simplicidade operacional e baixo custo.
A leira consiste em um arranjo linear ou em pilhas alongadas de resíduos orgânicos, submetidos à decomposição controlada. Esse método é amplamente utilizado em propriedades rurais, escolas e sistemas urbanos de manejo de resíduos, especialmente no contexto da agroecologia.
2 Fundamentos da Compostagem em Leiras
A compostagem é um processo biológico aeróbio mediado por microrganismos como bactérias, fungos e actinomicetos. Esses organismos degradam a matéria orgânica, liberando calor, dióxido de carbono e água.
2.1 Relação Carbono/Nitrogênio (C/N)
A relação ideal de C/N situa-se entre 25:1 e 35:1. Materiais ricos em carbono incluem folhas secas e serragem, enquanto resíduos ricos em nitrogênio incluem restos de alimentos e esterco.
2.2 Temperatura
O processo apresenta três fases principais:
Mesofílica (até 40°C)
Termofílica (40°C a 65°C)
Maturação (resfriamento)
A fase termofílica é essencial para a eliminação de patógenos.
2.3 Umidade
A umidade ideal varia entre 50% e 60%. Níveis inadequados podem comprometer a atividade microbiana.
2.4 Aeração
A presença de oxigênio é fundamental. A leira deve ser revolvida periodicamente para evitar condições anaeróbias, que causam mau odor e perda de eficiência.
3 Estrutura e Manejo da Leira
A construção da leira envolve a disposição alternada de materiais ricos em carbono e nitrogênio. As dimensões variam conforme a escala, mas geralmente apresentam:
Altura: 1,2 a 1,5 m
Largura: 1,5 a 2,0 m
Comprimento: variável
O manejo inclui monitoramento da temperatura, controle da umidade e revolvimento periódico (a cada 7 a 15 dias).
4 Aplicações e Benefícios
A compostagem em leiras apresenta diversas vantagens:
Redução do volume de resíduos orgânicos
Produção de adubo orgânico de alta qualidade
Melhoria da estrutura do solo
Aumento da retenção de água e nutrientes
Redução da emissão de gases de efeito estufa
No contexto da agroecologia, o composto contribui para a fertilidade do solo e diminui a dependência de insumos químicos.
5 Considerações Finais
A leira de compostagem constitui uma tecnologia social e ambientalmente adequada para o manejo de resíduos orgânicos. Sua aplicação promove a sustentabilidade, integrando princípios ecológicos à produção agrícola. A adoção dessa técnica em diferentes escalas pode contribuir significativamente para a mitigação de impactos ambientais e fortalecimento de práticas agroecológicas.
Referências (ABNT NBR 6023:2023)
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Brasília: MMA, 2022.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. MMA inicia construção de Estratégia Nacional de Resíduos Orgânicos Urbanos. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mma. Acesso em: 13 abr. 2026.
EMBRAPA. Compostagem: fundamentos e práticas agrícolas. Brasília: Embrapa, 2021.
INÁCIO, C. T.; MILLER, P. R. M. Compostagem: ciência e prática para a gestão de resíduos orgânicos. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2009.
KIEHL, E. J. Manual de compostagem: maturação e qualidade do composto. 4. ed. Piracicaba: Degaspari, 2010.
SILVA, F. C. da (org.). Manual de análises químicas de solos, plantas e fertilizantes. Brasília: Embrapa, 2009.
Aprendizado de hoje com engenheiro agronomo Alexandre.
Planejamento adaptado para São Francisco do Sul, considerando sua sementeira de abril e manejo agroecológico.
🍂 OUTONO (Abril – Maio – Junho)
📍 ABRIL
Situação atual: sementeira
✔️ Plantio:
Alface, rúcula, couve, beterraba
Cenoura (direto no canteiro)
✔️ Manejo:
Irrigação leve e frequente
Sem sombreamento
Controle de umidade
Rúcula já está nascendo no 5° dia
📍 MAIO
Fase: mudas 5–10 cm → transplantio
✔️ Transplantar:
Alface
Couve
Chicória
✔️ Manter direto:
Cenoura
Rúcula
✔️ Plantar ainda:
Espinafre
Cebolinha
⚠️ Atenção:
Evitar excesso de água
Espaçamento correto
📍 JUNHO
Fase: crescimento vegetativo
✔️ Culturas em desenvolvimento:
Folhosas em pleno crescimento
✔️ Plantar:
Alho
Cebola
✔️ Manejo:
Menos irrigação
Aproveitar sol direto
❄️ INVERNO (Julho – Agosto)
📍 JULHO
✔️ Melhor época para:
Couve
Brócolis
Repolho
✔️ Manejo:
Baixa irrigação
Alta incidência solar
📍 AGOSTO
✔️ Plantio:
Cenoura
Beterraba
Alface
✔️ Preparação:
Início da transição para primavera
🌸 PRIMAVERA (Setembro – Outubro – Novembro)
📍 SETEMBRO
✔️ Plantar:
Tomate
Pimentão
Pepino
✔️ Iniciar:
Tutoramento
📍 OUTUBRO
✔️ Crescimento acelerado
✔️ Plantar:
Abobrinha
Milho
Feijão
✔️ Manejo:
Aumentar irrigação
📍 NOVEMBRO
✔️ Produção intensa
⚠️ Atenção:
Pragas (lagartas, pulgões)
✔️ Uso possível:
Sombreamento leve (30%)
☀️ VERÃO (Dezembro – Janeiro – Fevereiro)
📍 DEZEMBRO
✔️ Culturas:
Tomate
Pepino
Abóbora
⚠️ Necessário:
Sombreamento parcial
Irrigação frequente
📍 JANEIRO
🔥 Pico de calor
✔️ Essencial:
Tela de sombreamento (30–50%)
Cobertura morta (mulching)
📍 FEVEREIRO
✔️ Continuidade do verão
✔️ Planejar:
Próxima safra de outono
🍁 TRANSIÇÃO (MARÇO)
📍 MARÇO
✔️ Retorno das folhosas:
Alface
Rúcula
✔️ Início de novas sementeiras
📊 RESUMO ESTRATÉGICO
Estação
Foco
Outono
Folhosas e raízes
Inverno
Brassicas (couve, repolho)
Primavera
Frutíferas (tomate, pepino)
Verão
Produção + proteção
Transição
Reinício do ciclo
🌿 REGRAS DE OURO (AGROECOLÓGICAS)
✔️ Rotação de culturas
✔️ Consórcio (ex: cenoura + cebolinha)
✔️ Cobertura do solo (palha)
✔️ Evitar solo exposto
✔️ Compostagem contínua
🧠 Conclusão
Seu plantio iniciado em abril está perfeitamente alinhado com o calendário agrícola do litoral norte catarinense, permitindo:
Transplantio em maio
Colheita entre junho e julho
Continuidade produtiva o ano todo.
No dia da família na escola, no CVC vai ser dia 25/04/26. Meu plano de aula é horta e compostagem, vamos ver a adesão das famílias na soberana alimentares?
Clicar aqui abaixo para ver mais sobre compostagem e horta escolar como atividade pedagógica
Analisar a relação entre sociedade, natureza e produção agrícola, compreendendo o consórcio de culturas como prática agroecológica sustentável no espaço geográfico.
2. Habilidades (BNCC e BCTC-SC)
(EF07GE05): Analisar transformações no espaço rural e práticas produtivas
(EF07GE06): Avaliar impactos ambientais das atividades humanas
(EF07GE11): Compreender o uso sustentável dos recursos naturais
👉 BCTC-SC: valorização das práticas sustentáveis, agricultura familiar e território catarinense
3. Conteúdos
Espaço agrário e agricultura familiar
Agricultura orgânica e agroecologia
Consórcio de culturas
Relação sociedade–natureza
Sustentabilidade no território
4. Fundamentação científica
O consórcio entre cenoura (Daucus carota) e cebolinha (Allium fistulosum) é uma prática agroecológica baseada na biodiversidade funcional. A cebolinha libera compostos que atuam como repelentes naturais, reduzindo pragas da cenoura, como a mosca-da-cenoura.
Essa prática:
Não a uso de agrotóxicos
Promove equilíbrio ecológico
Fortalece a agricultura familiar
👉 Relaciona-se diretamente com o conceito geográfico de uso sustentável do espaço.
5. Desenvolvimento da sequência didática
🌍 Aula 1 – Espaço agrário e agricultura
Debate: “Como os alimentos são produzidos?”
Diferenciar agricultura convencional e orgânica
Registro no caderno
🌱 Aula 2 – Agroecologia e território
Conceito de agroecologia
Relação com o território catarinense
Discussão sobre impactos ambientais
🌿 Aula 3 – Consórcio de culturas
Estudo do consórcio cenoura + cebolinha
Análise de imagem ou esquema
Construção de mapa conceitual
🧪 Aula 4 – Aplicação prática e análise
Simulação ou plantio em pequenos recipientes
Comparação: monocultura × consórcio
Produção de cartaz geográfico
6. Metodologia
Aula dialogada e investigativa
Aprendizagem baseada em problemas
Atividade prática
Produção coletiva
7. Avaliação
Participação e argumentação
Mapa conceitual
Cartaz final
Capacidade de relacionar teoria e prática
8. Recursos didáticos
Imagens e vídeos
Sementes (cenoura e cebolinha)
Solo e recipientes
Cartolina e canetas
9. Resultados esperados
Compreensão do espaço rural sustentável
Desenvolvimento do pensamento crítico
Valorização da agroecologia
Consciência ambiental
10. Referências (ABNT 2023)
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2018.
SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação. Currículo Base do Território Catarinense (BCTC). Florianópolis: SED, 2019.
ALTIERI, M. A. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. São Paulo: Expressão Popular, 2012.
PRIMAVESI, A. Manejo ecológico do solo. São Paulo: Nobel, 2016.