quarta-feira, 11 de março de 2026

Plano de Aula de Geografia – 7º Ano com horta escolar, pH do solo e compostagem, alinhado à BNCC e à Proposta Curricular de Santa Catarina, com abordagem científica e interdisciplinar.

 O plano de aula para o 7º ano propõe a criação de uma horta escolar para compreender a importância do solo, da produção de alimentos e da sustentabilidade. Os alunos realizam atividades práticas como análise do pH da terra e compostagem de resíduos orgânicos, relacionando ciência e espaço geográfico. A proposta estimula investigação, trabalho coletivo e educação ambiental. O projeto também discute a relação entre sociedade e natureza e o uso sustentável do solo. A atividade contribui para os **ODS 4 – Educação de Qualidade, ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável e ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis. 🌱📚

Palavras chaves: Horta escolar; Compostagem; pH do solo; Educação ambiental; Sustentabilidade; ODS 4 – Educação de Qualidade; ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável; Ensino de Geografia. 🌱📚

PLANO DE AULA – GEOGRAFIA

Tema: Horta Escolar, pH do Solo e Compostagem

Turma: 7º ano do Ensino Fundamental

Período: 20 de março a 10 de abril

Carga estimada: 6 a 8 aulas (50 min)

Componente curricular: Geografia

Integração: Ciências e Educação Ambiental


1. JUSTIFICATIVA

O estudo do solo, da produção de alimentos e do uso sustentável dos recursos naturais constitui um tema fundamental para a formação socioambiental dos estudantes. A construção de uma horta escolar possibilita compreender as relações entre natureza, sociedade e produção agrícola, além de desenvolver práticas sustentáveis como a compostagem e o reaproveitamento de resíduos orgânicos.

Essas atividades promovem aprendizagem significativa, pois articulam teoria e prática, permitindo aos alunos analisar o espaço geográfico local e os impactos das práticas humanas sobre o ambiente. (123 Ecos - ECOPÉDIA).


2. OBJETIVO GERAL

Compreender a relação entre solo, produção agrícola e sustentabilidade por meio da criação e manutenção de uma horta escolar.


3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Identificar características do solo e sua importância para a agricultura.

Compreender o conceito de pH do solo e sua influência no crescimento das plantas.

Desenvolver práticas de compostagem utilizando resíduos orgânicos.

Analisar a relação entre produção de alimentos, sustentabilidade e espaço geográfico.

Estimular o trabalho coletivo e a responsabilidade ambiental.


4. HABILIDADES DA BNCC (GEOGRAFIA – 7º ANO)

EF07GE05 – Analisar o uso dos recursos naturais e seus impactos ambientais.

EF07GE06 – Avaliar práticas sustentáveis no uso do solo e da água.

EF07GE11 – Analisar as relações entre atividades econômicas, natureza e sociedade.

Também pode integrar Ciências:

EF07CI03 – Avaliar formas de uso sustentável dos recursos naturais. �123 Ecos - ECOPÉDIA


5. RELAÇÃO COM A PROPOSTA CURRICULAR DE SANTA CATARINA

A proposta curricular territorial de Santa Catarina enfatiza:

Educação ambiental crítica

Sustentabilidade

Relação sociedade–natureza

Aprendizagem baseada em práticas e projetos

A horta escolar contribui para o desenvolvimento dessas competências ao promover experimentação e reflexão sobre o uso do solo.


6. CONTEÚDOS

Solo: composição e características

pH do solo (ácido, neutro e alcalino)

Agricultura sustentável

Compostagem

Produção de alimentos e segurança alimentar

Relação sociedade-natureza


7. METODOLOGIA

Aula 1 – Introdução ao tema

Discussão inicial:

Perguntas para os alunos:

De onde vêm os alimentos?

O que é solo?

Por que o solo é importante para a agricultura?

Exposição dialogada sobre:

Solo

agricultura

sustentabilidade

Aula 2 – Observação do solo

Atividade prática:

Os alunos analisam diferentes amostras de terra.

Observar:

cor

textura

umidade

presença de matéria orgânica

Registro no caderno.

Aula 3 – Experimento de pH do solo

Explicação do conceito de pH.

Experimento simples:

Materiais

terra

água

repolho roxo ou fita indicadora

copos

Os alunos testam o pH do solo da escola.

Discussão:

solo ácido

solo neutro

solo alcalino

Aula 4 – Compostagem

Explicação:

o que é compostagem

decomposição de matéria orgânica

importância para redução de lixo

Atividade prática:

Montagem de uma composteira escolar.

Materiais:

restos de frutas

folhas secas

terra

recipiente ou caixa

Aula 5 – Construção da horta

Preparação do espaço:

limpeza do terreno

preparação dos canteiros

mistura da terra com composto orgânico

Plantio de hortaliças:

alface

cebolinha

rúcula

couve

Aula 6 – Monitoramento da horta

Alunos organizam:

calendário de irrigação

registro do crescimento das plantas

diário da horta


8. RECURSOS DIDÁTICOS

pás pequenas

regadores

sementes ou mudas

restos orgânicos

recipientes para compostagem

tiras de pH ou repolho roxo

cartazes ou slides


9. AVALIAÇÃO

A avaliação será contínua, considerando:

participação nas atividades

registro das observações

trabalho em grupo

compreensão dos conceitos ambientais

Produto final:

Relatório ou apresentação sobre a horta escolar.


10. RESULTADOS ESPERADOS

Espera-se que os alunos:

compreendam a importância do solo para a produção de alimentos

desenvolvam consciência ambiental

pratiquem sustentabilidade na escola

compreendam a relação entre natureza e sociedade no espaço geográfico.


11. REFERÊNCIAS (ABNT 2023)

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2018.

SANTA CATARINA. Currículo Base do Território Catarinense. Florianópolis: SED, 2019.

ODUM, Eugene. Fundamentos de ecologia. São Paulo: Cengage Learning, 2012.

PRIMAVESI, Ana. Manejo ecológico do solo: a agricultura em regiões tropicais. São Paulo: Nobel, 2016.

CAPRA, Fritjof. A teia da vida. São Paulo: Cultrix, 2006.

ALTIERI, Miguel. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. São Paulo: Expressão Popular, 2012.



Anexo A

   

  Medir o pH da terra em casa é possível com métodos simples usados em experiências escolares de Ciências e Geografia. O pH indica se o solo é ácido, neutro ou alcalino, o que influencia diretamente o crescimento das plantas.


1. Método do Repolho Roxo (Experimento Caseiro)

Materiais

  • folhas de repolho roxo

  • água quente

  • copos transparentes

  • colher

  • amostra de terra

Passo a passo

  1. Corte o repolho roxo em pedaços pequenos.

  2. Coloque em água quente por cerca de 10 minutos.

  3. A água ficará roxa (indicador natural de pH).

  4. Coloque um pouco de terra em um copo.

  5. Adicione a água roxa do repolho.

  6. Misture e observe a cor.

Resultado

  • Rosa ou vermelho → solo ácido (pH abaixo de 7)

  • Roxo → solo neutro (pH ≈ 7)

  • Azul ou verde → solo alcalino (pH acima de 7)

Esse experimento funciona porque o repolho possui antocianinas, pigmentos naturais que mudam de cor conforme o pH.


2. Método do Vinagre e Bicarbonato

Materiais

  • vinagre

  • bicarbonato de sódio

  • dois copos

  • terra

Passo a passo

  1. Coloque terra em dois copos.

  2. No primeiro copo adicione vinagre.

  3. No segundo copo adicione água e bicarbonato.

Resultado

  • Espuma com vinagre → solo alcalino

  • Espuma com bicarbonato → solo ácido


3. Método Mais Preciso (Fita de pH)

Materiais:

  • tiras de papel indicador de pH

  • água destilada

  • terra

Passos:

  1. Misture terra + água.

  2. Deixe descansar 5 minutos.

  3. Coloque a fita de pH.

  4. Compare com a tabela de cores.


pH ideal para hortas escolares

PlantapH ideal
Alface6,0 – 6,8
Couve6,0 – 7,0
Cebolinha6,0 – 7,0
Cenoura6,0 – 6,5

Dica para horta escolar

Se o solo estiver:

Muito ácido

  • adicionar calcário

  • cinza de madeira

Muito alcalino

  • adicionar compostagem

  • matéria orgânica





ANEXO B

Sobre horta escolar, pH do solo e compostagem, a ODS mais adequada é a ODS 4 – Educação de Qualidade, porque envolve educação ambiental, aprendizagem prática e formação científica dos estudantes.

Também pode ser relacionada com outras ODS complementares:

  • ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável

  • ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis

  • ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima

A seguir está um modelo de seção para artigo científico.


Relação da Horta Escolar com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A implementação de hortas escolares associadas ao estudo do pH do solo e à prática da compostagem apresenta forte relação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas na Agenda 2030. Essas práticas educativas promovem a integração entre conhecimentos científicos, educação ambiental e sustentabilidade.

A horta escolar contribui diretamente para a ODS 4 – Educação de Qualidade, ao estimular metodologias ativas de aprendizagem e a construção do conhecimento científico por meio da experimentação. Ao investigar as características químicas do solo, como o pH, e compreender os processos biológicos envolvidos na decomposição de matéria orgânica durante a compostagem, os estudantes desenvolvem competências investigativas e pensamento crítico, essenciais para a formação científica.

Além disso, essas práticas dialogam com a ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável, pois incentivam a produção local de alimentos e a valorização de sistemas agrícolas sustentáveis. A produção de hortaliças em ambientes escolares possibilita compreender os ciclos naturais e a importância da segurança alimentar, contribuindo para o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis.

Outro aspecto relevante refere-se à ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis. A compostagem de resíduos orgânicos provenientes da merenda escolar ou de restos vegetais demonstra, na prática, estratégias de redução de resíduos sólidos e reaproveitamento de matéria orgânica. Esse processo diminui o volume de lixo destinado a aterros sanitários e promove a reciclagem de nutrientes no solo.

A prática também contribui indiretamente para a ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima, uma vez que a compostagem reduz a emissão de gases de efeito estufa gerados pela decomposição anaeróbica de resíduos orgânicos em lixões ou aterros. Dessa forma, projetos pedagógicos envolvendo hortas escolares representam uma estratégia educativa interdisciplinar capaz de integrar ciência, sustentabilidade e cidadania ambiental.

Assim, a articulação entre educação científica, práticas agroecológicas e gestão sustentável de resíduos reforça o papel da escola como espaço de formação socioambiental e de construção de conhecimento voltado ao desenvolvimento sustentável.


Referências Bibliográficas (ABNT 2023)

ALTIERI, Miguel. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. São Paulo: Expressão Popular, 2012.

CAPRA, Fritjof. A teia da vida. São Paulo: Cultrix, 2006.

PRIMAVESI, Ana. Manejo ecológico do solo. São Paulo: Nobel, 2016.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.

Organização das Nações Unidas. Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Nova York: ONU, 2015.




ANEXO C (clicar a imagem abaixo e abrir slide apresentação da aula)




PARTE 1 AUTOR CONCEITO EX. PAULO FREIRE EDUCAÇÃO LIBERTADORA BIOGRAFIA, BIBLIOGRAFIAS E PRINCIPAIS CONCEITOS CIENTÍFICOS ESPECIALIZADOS FONTES BIBLIOGRÁFICAS ABNT 2023 EM 25 LINHAS PARTE 2 EM 7 SLAIDES ALUNO FULANO DE TAL? FAZER IMAGEM

 ESCOLHA O AUTOR E PESQUISAR ABAIXO O COMANDO PARA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, COPIAR NO CADERNO AS 25 LINHAS.



PARTE 1

AUTOR CONCEITO EX. PAULO FREIRE EDUCAÇÃO LIBERTADORA BIOGRAFIA, BIBLIOGRAFIAS E PRINCIPAIS CONCEITOS CIENTÍFICOS ESPECIALIZADOS FONTES BIBLIOGRÁFICAS ABNT 2023 EM 25 LINHAS

PARTE 2 EM 7 SLAIDES ALUNO FULANO DE TAL?

PARTE 3 FAZER IMAGEM


Exemplo

Paulo Freire: Educação Libertadora

Paulo Freire (1921–1997) foi um educador e filósofo brasileiro, reconhecido mundialmente por suas contribuições à pedagogia crítica e à educação popular. Nascido em Recife, Pernambuco, em uma família de classe média baixa, Freire experienciou na infância as dificuldades da fome e da pobreza, experiências que moldaram sua visão sobre desigualdade e injustiça social. Formou-se em Direito, mas dedicou sua vida à educação, principalmente alfabetização de adultos. Sua obra mais conhecida, “Pedagogia do Oprimido” (1970), apresenta a educação como prática de liberdade, em oposição à educação tradicional, que ele chamou de “educação bancária”, na qual o professor deposita conhecimento nos alunos sem diálogo ou reflexão crítica. Freire defendia que a educação deve ser dialógica, problematizadora e participativa, permitindo que os aprendizes se tornem sujeitos críticos de sua realidade. Entre seus conceitos centrais estão: conscientização, diálogo, praxis (ação-reflexão-ação) e alfabetização política e cultural. Aplicou seus métodos em projetos de alfabetização no Brasil, Chile e outros países da América Latina, influenciando políticas educacionais globais. Seus princípios dialogam com a educação inclusiva, democracia participativa e justiça social, e suas ideias sustentam movimentos de educação popular em contextos de desigualdade. A pedagogia freireana também enfatiza a experiência do cotidiano do aluno, valorizando saberes locais e culturais. Seus métodos priorizam a leitura do mundo antes da leitura da palavra, integrando consciência crítica e ação transformadora. 

Bibliografia ABNT 2023: 

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 61. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2023; FREIRE, P. Educação e mudança. São Paulo: Cortez, 2023; 

ARAÚJO, L. A. de. Paulo Freire e a pedagogia da esperança. Salvador: EDUFBA, 2023. 

A obra de Freire permanece referência essencial em políticas públicas de educação, formação de professores e movimentos sociais, sendo estudada em cursos de pedagogia, sociologia e ciências humanas. A educação libertadora, segundo Freire, visa transformar a sociedade, promovendo cidadania, autonomia e equidade social.


PARTE 2 – 7 Slides – Educação Libertadora (Aluno: Fulano de Tal)

Slide 1 – Capa

  • Título: Educação Libertadora

  • Autor: Paulo Freire

  • Aluno: Fulano de Tal

  • Sugestão de imagem: Paulo Freire em sala de aula com adultos aprendendo

Slide 2 – Biografia

  • Nasceu em Recife, 1921.

  • Experiência de infância com pobreza moldou sua visão educativa.

  • Formou-se em Direito, mas se dedicou à educação.

Slide 3 – Pedagogia do Oprimido

  • Publicada em 1970.

  • Educação como prática de liberdade.

  • Contra a “educação bancária”.

Slide 4 – Conceitos Principais

  • Conscientização

  • Diálogo

  • Praxis (ação-reflexão-ação)

  • Alfabetização crítica

Slide 5 – Métodos de Educação

  • Problem-solving participativo

  • Valorização do saber local e cultural

  • Leitura do mundo antes da leitura da palavra

Slide 6 – Influência Global

  • Projetos de alfabetização no Brasil, Chile e América Latina

  • Inspira políticas públicas e movimentos sociais

  • Base para educação inclusiva e cidadania

Slide 7 – Bibliografia ABNT

  • FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 61. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2023

  • FREIRE, P. Educação e mudança. São Paulo: Cortez, 2023

ARAÚJO, L. A. de. Paulo Freire e a pedagogia da esperança. Salvador: EDUFBA, 2023







  

terça-feira, 10 de março de 2026

OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E SUA APLICAÇÃO NA EDUCAÇÃO E NA SOCIEDADE

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 como parte da Agenda 2030, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável no mundo. 

Esses objetivos buscam reduzir a pobreza, proteger o meio ambiente e promover sociedades mais justas e sustentáveis. Ao todo são 17 objetivos e 169 metas, envolvendo áreas sociais, econômicas e ambientais.

A implementação dos ODS depende da participação de governos, escolas, empresas e cidadãos, podendo ser aplicada no cotidiano da comunidade, na educação e nas políticas públicas.


1. ODS QUE PODEMOS COLOCAR EM PRÁTICA NA ESCOLA

Na escola, diversos ODS podem ser desenvolvidos por meio de projetos pedagógicos e práticas educativas.

ODS aplicáveis na escola

  • ODS 4 – Educação de qualidade
    Incentivar leitura, pesquisa científica e inclusão escolar.

  • ODS 6 – Água potável e saneamento
    Campanhas de economia de água e uso consciente nos banheiros da escola.

  • ODS 7 – Energia limpa e acessível
    Incentivo ao uso de energia solar e redução do consumo de energia.

  • ODS 11 – Cidades sustentáveis
    Projetos de arborização e cuidado com espaços públicos.

  • ODS 12 – Consumo responsável
    Separação de lixo e reciclagem.

  • ODS 13 – Ação climática
    Educação ambiental e debates sobre mudanças climáticas.

Projetos educativos em Santa Catarina já trabalham com os ODS para formar cidadãos conscientes e participativos.


2. ODS QUE PODEMOS COLOCAR EM PRÁTICA EM CASA, NA RUA E NO BAIRRO

Na vida cotidiana também é possível contribuir para os objetivos da Agenda 2030.

Em casa

  • Economizar água e energia (ODS 6 e 7)

  • Separar lixo reciclável (ODS 12)

  • Plantar árvores ou hortas domésticas (ODS 15)

Na rua ou bairro

  • Participar de mutirões de limpeza (ODS 11)

  • Incentivar coleta seletiva (ODS 12)

  • Projetos comunitários e cooperativas (ODS 8)

Essas ações fortalecem a cidadania e ajudam a construir comunidades mais sustentáveis.


3. ODS EM PRÁTICA EM SÃO FRANCISCO DO SUL

Na cidade de São Francisco do Sul, algumas ações relacionadas aos ODS incluem:

  • Tratamento de água e saneamento (ODS 6)

  • Projetos de sustentabilidade e energia renovável em serviços públicos (ODS 7)

  • Educação ambiental e preservação da Mata Atlântica (ODS 13 e 15)

Empresas de saneamento no município têm adotado projetos alinhados aos ODS, incluindo uso de energia renovável e melhorias no sistema de abastecimento de água.


4. ODS EM PRÁTICA EM SANTA CATARINA

No estado de Santa Catarina, existe o Movimento ODS SC, que reúne organizações, empresas e instituições públicas para aplicar os objetivos da Agenda 2030.

Entre as ações estão:

  • programas de reciclagem e compostagem

  • projetos de educação ambiental

  • incentivo a energia renovável

  • inclusão social e geração de empregos

O movimento conta com centenas de instituições participantes e atua em dezenas de municípios catarinenses.


5. ODS EM PRÁTICA NO BRASIL

No Brasil, os ODS são implementados por meio de políticas públicas, programas sociais e projetos ambientais.

Entre os principais exemplos:

  • programas de combate à pobreza e fome (ODS 1 e 2)

  • ampliação do acesso à educação (ODS 4)

  • investimentos em energias renováveis (ODS 7)

  • políticas de preservação ambiental (ODS 13 e 15)

A Agenda 2030 orienta estratégias de desenvolvimento sustentável adotadas pelo país.


AÇÕES PEDAGÓGICAS (GEOGRAFIA – 6º AO 9º ANO)

ODS 6 – Água e saneamento

  • estudo da qualidade da água da comunidade

  • campanha de economia de água na escola

ODS 7 – Energia

  • projeto sobre energia solar

  • análise do consumo de energia da escola

ODS 8 – Trabalho e economia

  • pesquisa sobre profissões locais

  • estudo da economia da cidade

ODS 9 – Indústria e inovação

  • visitas a indústrias

  • projetos de tecnologia e inovação escolar


AÇÕES PEDAGÓGICAS (SOCIOLOGIA – ENSINO MÉDIO)

ODS 1 – Erradicação da pobreza

  • debates sobre desigualdade social no Brasil

  • estudo de políticas públicas de inclusão social

ODS 2 – Fome zero

  • projetos de agricultura urbana e hortas escolares

  • análise da segurança alimentar

ODS 3 – Saúde e bem-estar

  • debates sobre saúde pública e qualidade de vida

  • campanhas de prevenção e bem-estar


Conclusão

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável representam um plano global para melhorar as condições de vida da população e proteger o meio ambiente até 2030. Sua aplicação pode ocorrer em diferentes níveis da sociedade, desde escolas e comunidades até governos municipais, estaduais e nacionais. A educação possui papel fundamental na formação de cidadãos conscientes, capazes de desenvolver práticas sustentáveis e contribuir para uma sociedade mais justa e equilibrada.


Referências (ABNT 2023)

BRASIL. Organização das Nações Unidas. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – Agenda 2030. Disponível em: https://brasil.un.org. Acesso em: 10 mar. 2026.

MOVIMENTO NACIONAL ODS SANTA CATARINA. Agenda 2030 e ODS em Santa Catarina. Disponível em: https://sc.movimentoods.org.br. Acesso em: 10 mar. 2026.

AEGEA SANEAMENTO. Projetos de sustentabilidade e ODS em Santa Catarina. Revista Aegea. Disponível em: https://revistaaegea.com.br. Acesso em: 10 mar. 2026.

OBSERVATÓRIO SOCIAL DO BRASIL. Agenda 2030 e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: https://osbrusque.org.br. Acesso em: 10 mar. 2026.



QUILOMBOS DO NORTE DE SANTA CATARINA: HISTÓRIA, TERRITÓRIO E RESISTÊNCIA AFRO-BRASILEIRA

As comunidades quilombolas representam formas históricas de resistência da população afrodescendente no Brasil. No estado de Santa Catarina, apesar de ser uma região frequentemente associada à colonização europeia, existem diversas comunidades quilombolas que preservam elementos culturais, sociais e territoriais herdados da população negra. Este artigo analisa a formação histórica, a distribuição territorial e a importância sociocultural das comunidades quilombolas no norte catarinense, especialmente nos municípios de Joinville, Araquari e São Francisco do Sul. A pesquisa baseia-se em dados institucionais, documentos históricos e estudos socioambientais que identificam a presença dessas comunidades e sua relevância na preservação da memória e da identidade afro-brasileira.

Palavras-chave: Quilombos; território; população afrodescendente; Santa Catarina; comunidades tradicionais.


1. Introdução

Os quilombos constituem comunidades formadas historicamente por descendentes de africanos escravizados que resistiram ao sistema escravista no Brasil. Essas comunidades surgiram principalmente entre os séculos XVII e XIX e estabeleceram territórios autônomos baseados na solidariedade, na cultura africana e no uso coletivo da terra.

Embora o Sul do Brasil seja frequentemente associado à imigração europeia, pesquisas históricas demonstram a presença significativa de populações negras escravizadas e libertas em diversas regiões do estado de Santa Catarina. Essa presença resultou na formação de comunidades quilombolas que permanecem até a atualidade e lutam pelo reconhecimento de seus territórios e direitos culturais.


2. Comunidades quilombolas em Santa Catarina

Dados oficiais indicam que Santa Catarina possui 21 comunidades quilombolas identificadas, distribuídas em 16 municípios, totalizando aproximadamente 1.350 famílias e cerca de 4.595 pessoas.

Essas comunidades estão localizadas principalmente em áreas rurais e litorâneas, onde os descendentes de africanos escravizados desenvolveram práticas tradicionais relacionadas à agricultura familiar, pesca artesanal e extrativismo.

A Constituição brasileira de 1988 reconheceu oficialmente os direitos territoriais das comunidades quilombolas por meio do artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, garantindo a titulação das terras tradicionalmente ocupadas por esses grupos sociais.


3. Quilombos no norte de Santa Catarina

Na região norte catarinense destacam-se algumas comunidades quilombolas importantes, localizadas nos municípios de Joinville, Araquari e São Francisco do Sul.

Comunidade Quilombola Areias Pequenas

Localizada em Araquari, essa comunidade possui cerca de 125 moradores e representa um importante núcleo histórico da presença negra na região.

Comunidade Quilombola Itapocu

Também situada em Araquari, apresenta aproximadamente 200 moradores e mantém práticas tradicionais de uso coletivo do território.

Comunidade Quilombola Beco do Caminho Curto

Localizada em Joinville, foi reconhecida oficialmente como comunidade quilombola pela Fundação Cultural Palmares em 2019. A comunidade possui cerca de 40 residências e aproximadamente 180 moradores.

Comunidade Quilombola Ribeirão do Cubatão

Também situada em Joinville, abriga cerca de 80 moradores e possui forte relação com a história da ocupação rural da região.

Comunidade Quilombola Tapera

Localizada em São Francisco do Sul, apresenta aproximadamente 80 moradores e mantém práticas culturais ligadas à pesca artesanal e à agricultura familiar.

Essas comunidades demonstram que a presença afrodescendente no norte catarinense é histórica e relevante, apesar de muitas vezes invisibilizada pela narrativa dominante da colonização europeia.


4. Cultura e identidade quilombola

As comunidades quilombolas preservam elementos culturais fundamentais da tradição afro-brasileira, como práticas religiosas, culinária, formas de organização comunitária e saberes tradicionais relacionados à natureza.

Além disso, esses grupos desempenham um papel importante na conservação ambiental, pois suas práticas agrícolas e extrativistas geralmente seguem modelos sustentáveis baseados no uso tradicional do território.


5. Desafios contemporâneos

Apesar do reconhecimento legal, muitas comunidades quilombolas enfrentam desafios relacionados à titulação de terras, infraestrutura básica e acesso a políticas públicas.

Outro desafio importante é o reconhecimento social e histórico dessas comunidades em regiões onde a narrativa dominante enfatiza apenas a colonização europeia. A valorização da memória afro-brasileira torna-se fundamental para promover justiça histórica e diversidade cultural.


6. Considerações finais

Os quilombos do norte de Santa Catarina representam importantes espaços de resistência, memória e identidade da população afro-brasileira. A existência dessas comunidades evidencia que a história da região é marcada por múltiplos processos sociais e culturais.

Reconhecer e valorizar essas comunidades contribui para fortalecer a diversidade cultural brasileira e garantir os direitos territoriais e sociais dos povos quilombolas.


Referências (ABNT)

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988.

SECRETARIA DE ESTADO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, MULHER E FAMÍLIA. População afrodescendente e comunidades quilombolas em Santa Catarina. Florianópolis, 2022.

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Reconhecimento da comunidade quilombola Beco do Caminho Curto. 2019.

SANTA CATARINA. Estudos técnicos socioambientais sobre comunidades quilombolas. Florianópolis, 2022.