sexta-feira, 17 de abril de 2026

🌱 HORTA AGROECOLÓGICA EM CLIMA SUBTROPICAL ÚMIDO Araquari – SC | Abril e Maio

 Para a horta agroecológica em Araquari–SC (abril e maio), devem ser compradas sementes de folhosas (alface, rúcula, couve), brássicas (brócolis, repolho), raízes (cenoura, beterraba) e aromáticas (salsinha, cebolinha). Também são necessários substrato fértil (húmus, composto orgânico), ferramentas básicas e materiais de irrigação. Incluem-se ainda plantas companheiras como calêndula e tagetes para controle biológico natural. O sistema prioriza biodiversidade, solo vivo e equilíbrio ecológico sem agrotóxicos.


1. INTRODUÇÃO

O clima subtropical úmido do litoral norte de Santa Catarina apresenta elevada umidade relativa, chuvas distribuídas ao longo do ano e temperaturas amenas no outono (abril–maio), criando condições ideais para o cultivo de hortaliças de clima frio e temperado. Nesse período, ocorre redução do estresse térmico e menor incidência de algumas pragas tropicais, favorecendo sistemas agroecológicos biodiversos.

Segundo estudos agronômicos, hortaliças folhosas e brássicas apresentam melhor desempenho em temperaturas médias entre 15 °C e 22 °C, comuns no outono sul-brasileiro, aumentando produtividade e qualidade nutricional.


2. O QUE PLANTAR EM ABRIL E MAIO (ARAQUARI–SC)

🌿 2.1 Hortaliças folhosas (ciclo rápido)

Alface (todas variedades)

Rúcula

Agrião

Espinafre

Almeirão

Chicória

Couve-manteiga

👉 Alta adaptabilidade ao clima úmido e rápido ciclo produtivo.


🥦 2.2 Brássicas (alta resistência ao frio)

Brócolis

Couve-flor

Repolho

Mostarda

👉 Crescimento favorecido por temperaturas amenas e maior acúmulo de biomassa.


🥕 2.3 Raízes (estruturação do solo)

Cenoura

Beterraba

Rabanete

Nabo

👉 Importantes para ciclagem de nutrientes e descompactação do solo.


🌿 2.4 Aromáticas e medicinais

Salsinha

Cebolinha

Coentro

Manjericão (em ambiente protegido)

Orégano

👉 Atuam como barreira biológica contra insetos.


🌱 2.5 Leguminosas (fixação de nitrogênio)

Ervilha

Feijão-vagem

👉 Melhoram fertilidade natural do solo via simbiose com rizóbios.


🌼 2.6 Plantas de biodiversidade funcional

Calêndula

Tagetes (cravo-de-defunto)

Capuchinha

Girassol

👉 Essenciais para equilíbrio ecológico da horta.


3. ENTOMOFAUNA DA HORTA (INSETOS AMIGOS E INIMIGOS)

🐞 3.1 INSETOS AMIGOS (BENÉFICOS)

🐝 Polinizadores

Abelhas nativas e africanizadas

Mamangavas

Borboletas

➡ Função: polinização e aumento da frutificação.

🐞 Predadores naturais

Joaninhas (Coccinellidae)

Crisopídeos (Chrysoperla spp.)

Louva-a-deus

Aranhas

➡ Função: controle de pulgões, cochonilhas e mosca-branca.

🪱 Decompositores do solo

Minhocas

Colêmbolos

Besouros detritívoros

➡ Função: formação de húmus e ciclagem de matéria orgânica.


🐛 3.2 INSETOS INIMIGOS (PRAGAS)

🍃 Sugadores

Pulgões (Aphididae)

Mosca-branca (Bemisia tabaci)

Cochonilhas

Tripes

➡ Causam deformação e enfraquecimento vegetal.

🐛 Mastigadores

Lagartas (Pieris, Spodoptera)

Lesmas e caracóis

Besouros desfolhadores

➡ Provocam perda de área foliar.

🌱 Pragas de solo

Larvas de besouros (corós)

Nematóides fitoparasitas

➡ Danificam raízes e reduzem absorção de nutrientes.


4. INTERAÇÕES ECOLÓGICAS NA AGROECOSSISTEMA

A horta agroecológica funciona como um sistema de equilíbrio dinâmico entre:

🌿 Plantas cultivadas

🐞 Insetos benéficos

🐛 Pragas

🧪 Microorganismos do solo

O aumento da biodiversidade reduz surtos de pragas por meio de controle biológico natural, princípio central da agroecologia.


5. CONCLUSÃO

O cultivo de hortas agroecológicas em Araquari–SC durante abril e maio é altamente favorável devido às condições climáticas de temperatura amena e elevada umidade. A escolha correta de espécies vegetais, associada ao manejo da biodiversidade funcional e à preservação de insetos benéficos, promove maior estabilidade ecológica do sistema produtivo.

A integração entre plantas companheiras, controle biológico natural e diversidade de cultivos reduz significativamente a necessidade de insumos químicos, fortalecendo a sustentabilidade agrícola.


📚 REFERÊNCIAS (ABNT – 2023)

BRASIL. Ministério da Agricultura e Pecuária. Manual de hortaliças: produção sustentável em clima subtropical. Brasília: MAPA, 2023.

EMBRAPA. Cultivo de hortaliças em clima temperado e subtropical. Brasília: Embrapa Hortaliças, 2022.

ALTIERI, Miguel. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. Porto Alegre: UFRGS, 2018.

GLIESSMAN, Stephen. Agroecology: ecological processes in sustainable agriculture. Boca Raton: CRC Press, 2015.

SANTOS, J. S. et al. Manejo ecológico de insetos em hortas agroecológicas. Revista Brasileira de Agroecologia, 2021.



Anexo


🧾 🌱 LISTA DE O QUE COMPRAR – HORTA AGROECOLÓGICA (ABRIL–MAIO)

🌿 1. SEMENTES (base produtiva da horta)

Essenciais para clima ameno e úmido:

🥬 Folhosas

Alface (crespa, lisa, americana)

Rúcula

Agrião

Almeirão

Chicória

Espinafre

Couve-manteiga

🥦 Brássicas (inverno/outono)

Brócolis

Couve-flor

Repolho

🥕 Raízes

Cenoura

Beterraba

Rabanete

Nabo

🌿 Aromáticas

Salsinha

Cebolinha

Coentro

Orégano

🌱 Leguminosas

Ervilha

Feijão-vagem

🌱 2. MUDAS (para acelerar produção)

Couve pronta (muda forte)

Alface em bandeja

Brócolis

Tomate (se quiser extensão de verão tardio)

Cebolinha em touceira

🌾 3. SUBSTRATO E SOLO (base da fertilidade)

Terra vegetal peneirada

Húmus de minhoca

Esterco curtido (bovino ou galinha bem compostado)

Compostagem orgânica pronta

Palha seca (cobertura morta)

👉 Função: aumentar microbiologia do solo e retenção de água.

🧪 4. CORREÇÃO E NUTRIÇÃO DO SOLO

Calcário dolomítico (corrigir acidez)

Fosfato natural (liberação lenta)

Farinha de ossos (fósforo natural)

Cinza vegetal (potássio)

🐞 5. CONTROLE BIOLÓGICO (INSETOS AMIGOS)

Calêndula (atrai joaninhas)

Tagetes / cravo-de-defunto (reduz nematoides)

Capuchinha (planta armadilha de pulgões)

Girassol (atrai polinizadores)

Coentro florido (atrai parasitoides)

🧰 6. FERRAMENTAS BÁSICAS

Pá de mão

Enxada pequena

Rastelo

Regador com peneira fina

Tesoura de poda

Balde ou carrinho de compostagem

💧 7. IRRIGAÇÃO (muito importante em clima úmido)

Mangueira com esguicho regulável

Sistema simples de gotejamento (opcional)

Garrafa PET furada (irrigação lenta)

🪵 8. ESTRUTURA DO CANTEIRO (se for 13 m x 0,90 m)

Madeira tratada ou tijolos ecológicos

Barbante para alinhamento

Estacas para divisão de canteiros

Cobertura de palha ou folhas secas

🧪 9. PROTEÇÃO NATURAL (sem agrotóxicos)

Calda de alho (repelente natural)

Calda de fumo (uso controlado)

Sabão neutro (controle de pulgões)

Óleo de neem (controle biológico leve)

🌿 RESUMO TÉCNICO (ESSENCIAL)

✔ Folhosas + brássicas = produção principal

✔ Raízes = estrutura e equilíbrio do solo

✔ Aromáticas + flores = controle biológico

✔ Solo rico em matéria orgânica = base do sistema

✔ Insetos não são eliminados, são regulados

Como queremos e como está 







quinta-feira, 16 de abril de 2026

MANEJO AGROECOLÓGICO DO MAMOEIRO (Carica papaya L.) EM HORTAS URBANAS NO CLIMA SUBTROPICAL ÚMIDO DO LITORAL NORTE CATARINENSE

O cultivo do mamoeiro (Carica papaya L.) em ambientes urbanos apresenta elevado potencial produtivo quando associado a práticas agroecológicas e planejamento espacial adequado. Este estudo analisa o manejo do mamoeiro em consórcio com hortaliças, considerando condições de insolação parcial, características edafoclimáticas do litoral norte catarinense e estratégias de mitigação de estresses térmicos. Os resultados indicam que o sucesso produtivo depende da adequada adubação orgânica, espaçamento, escolha da época de plantio e uso de consórcios com culturas de ciclo curto e tolerantes à meia-sombra.

Palavras-chave: agroecologia; mamão; horta urbana; consórcio agrícola; clima subtropical.


1. Introdução

O mamoeiro é uma cultura tropical amplamente cultivada no Brasil, exigindo temperaturas elevadas, boa luminosidade e solos férteis. Em regiões de clima subtropical úmido, como o litoral norte de Santa Catarina, o cultivo enfrenta limitações relacionadas à redução térmica no inverno e à menor incidência solar em áreas urbanas sombreadas.

A agricultura urbana surge como alternativa sustentável, exigindo adaptações técnicas como consórcios, manejo do solo e estratégias microclimáticas.


2. Condições edafoclimáticas e época de plantio

O clima subtropical úmido apresenta:

  • Alta umidade relativa
  • Chuvas bem distribuídas
  • Invernos amenos, porém com eventuais quedas térmicas

A melhor época de plantio do mamoeiro é:

  • Primavera (setembro a novembro) – ideal
  • Verão inicial (dezembro) – viável
  • Outono/inverno – não recomendado (crescimento reduzido)

3. Manejo do solo e adubação

O mamoeiro exige solos:

  • Profundos
  • Bem drenados
  • Ricos em matéria orgânica

3.1 Preparo da cova

Dimensões recomendadas:

  • 50 x 50 x 50 cm

Adubação de base:

  • 15–20 kg de esterco curtido
  • 200 g de fósforo
  • Correção com calcário, se necessário

3.2 Adubação de cobertura

  • Frequência: 30–45 dias
  • NPK ou adubação orgânica
  • Complementação com potássio (cinzas)

4. Espaçamento e desenvolvimento

  • Espaçamento ideal: 2 a 3 metros entre plantas
  • Início da produção: 6 a 9 meses
  • Pico produtivo: 9 a 12 meses

Plantas jovens (ex.: 15 cm) podem ter crescimento reduzido no inverno.


5. Consórcio agroecológico

O consórcio melhora:

  • Uso do espaço
  • Fertilidade do solo
  • Controle de pragas

5.1 Culturas recomendadas

  • Ciclo curto: alface, rúcula, coentro (30–45 dias)
  • Folhosas: couve, espinafre (60–90 dias)
  • Leguminosas: feijão, crotalária (fixação de nitrogênio)
  • Cobertura: abóbora, amendoim

5.2 Culturas não recomendadas

  • Tomate, batata e pimentão (alta exigência solar e doenças comuns)

6. Influência da luminosidade

O mamoeiro necessita:

  • Mínimo de 6 horas de sol

Em áreas com sol apenas pela manhã:

  • Crescimento reduzido
  • Recomenda-se posicionamento em áreas com sol da tarde no inverno

7. Proteção contra frio e geadas

Embora raras, geadas podem afetar o desenvolvimento.

Técnicas de proteção:

  • Cobertura com manta térmica
  • Uso de palhada (mulching)
  • Plantio próximo a muros (retenção de calor)
  • Quebra-ventos naturais
  • Irrigação pré-frio

8. Sistema de produção em horta urbana

O modelo ideal inclui:

  • Canteiros elevados
  • Sistema de irrigação por gotejamento
  • Treliças verticais (maracujá)
  • Distribuição por zonas de luminosidade

9. Resultados e discussão

Observa-se que:

  • O consórcio otimiza o uso do espaço urbano
  • O inverno retarda o desenvolvimento, mas não inviabiliza o cultivo
  • A exposição solar é o principal fator limitante

10. Conclusão

O cultivo do mamoeiro em hortas urbanas no litoral norte catarinense é viável, desde que sejam adotadas práticas de manejo adaptadas ao clima subtropical. O uso de consórcios, adubação orgânica e estratégias de proteção térmica são fundamentais para garantir produtividade e sustentabilidade.


Referências (ABNT 2023)

BRASIL. Ministério da Agricultura. Manual de cultivo do mamoeiro. Brasília: MAPA, 2020.

EMBRAPA. Mamão: produção e manejo. Cruz das Almas: Embrapa Mandioca e Fruticultura, 2018.

FILGUEIRA, F. A. R. Novo manual de olericultura. 3. ed. Viçosa: UFV, 2013.

PRIMAVESI, A. Manejo ecológico do solo. São Paulo: Nobel, 2016.

SOUZA, J. L.; RESENDE, P. Manual de horticultura orgânica. 2. ed. Viçosa: Aprenda Fácil, 2014.







quarta-feira, 15 de abril de 2026

Conceitos Teóricos Sociológicos Científicos Especializados Relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e seus Resultados em Práticas Socioambientais

A presente análise sobre a relação entre conceitos sociológicos clássicos e contemporâneos e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas. A pesquisa fundamenta-se em referenciais teóricos da Sociologia, destacando autores como Émile Durkheim, Karl Marx e Max Weber, articulando-os com práticas socioambientais sustentáveis. A metodologia baseia-se em revisão bibliográfica e análise qualitativa. Os resultados indicam que a aplicação dos conceitos sociológicos contribui significativamente para a implementação eficaz dos ODS, promovendo transformação social, redução das desigualdades e sustentabilidade ambiental.

Palavras-chave: Sociologia; ODS; Sustentabilidade; Práticas Sociais.


1 Introdução

A crescente complexidade dos problemas sociais e ambientais exige abordagens interdisciplinares que articulem teoria e prática. Nesse contexto, a Sociologia desempenha papel fundamental ao analisar estruturas sociais, desigualdades e comportamentos coletivos. Paralelamente, os ODS propõem metas globais voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Este estudo busca responder: como os conceitos sociológicos podem ser aplicados na implementação prática dos ODS?


2 Fundamentação Teórica

2.1 Sociologia e Estrutura Social

Segundo Émile Durkheim, os fatos sociais exercem influência sobre os indivíduos, moldando comportamentos coletivos. Essa perspectiva é essencial para compreender práticas sustentáveis como fenômenos sociais.

Para Karl Marx, a desigualdade estrutural é resultado das relações de produção, sendo diretamente relacionada a problemas abordados pelos ODS, como pobreza e exclusão social.

Já Max Weber destaca a ação social como elemento central, permitindo compreender a responsabilidade individual e coletiva nas práticas sustentáveis.


2.2 ODS e Sustentabilidade

Os ODS, definidos pela Organização das Nações Unidas, constituem uma agenda global composta por 17 objetivos que visam erradicar a pobreza, proteger o meio ambiente e promover o bem-estar social.

Destacam-se:

ODS 4 – Educação de Qualidade

ODS 10 – Redução das Desigualdades

ODS 12 – Consumo Responsável

ODS 13 – Ação Climática


2.3 Relação entre Sociologia e ODS

A conexão entre teoria sociológica e ODS ocorre na análise das estruturas sociais que geram problemas ambientais e sociais. Autores como Pierre Bourdieu evidenciam como desigualdades são reproduzidas, enquanto Jean Baudrillard analisa o consumo simbólico, diretamente relacionado ao ODS 12.


3 Metodologia

A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza exploratória, baseada em revisão bibliográfica. Foram analisadas obras clássicas da Sociologia e documentos oficiais dos ODS, buscando estabelecer relações teórico-práticas.


4 Resultados e Discussão

A análise demonstrou que os conceitos sociológicos permitem compreender e transformar práticas sociais relacionadas aos ODS.

Exemplo aplicado:

ODS 12 (Consumo Responsável)

Base teórica: consumo simbólico (Baudrillard)

Prática: compostagem e redução de resíduos

Impactos observados:

Mudança de comportamento coletivo

Redução do desperdício

Fortalecimento da consciência ambiental

Além disso, práticas comunitárias baseadas na teoria sociológica contribuem para a efetivação dos ODS em nível local.


5 Considerações Finais

Conclui-se que a Sociologia oferece instrumentos fundamentais para a compreensão e aplicação dos ODS. A articulação entre teoria e prática possibilita intervenções sociais mais eficazes e sustentáveis, promovendo transformação estrutural e melhoria da qualidade de vida.


Referências (ABNT 2023)

BOURDIEU, Pierre. A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1992.

BAUDRILLARD, Jean. A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70, 1995.

DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2013.

WEBER, Max. Economia e sociedade. Brasília: UnB, 1999.

Organização das Nações Unidas. Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. 2015.






AUTONOMIA, INTERCULTURALIDADE E ECODESENVOLVIMENTO: UMA ANÁLISE DA TRAJETÓRIA E CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DE OSNI VALFREDO WAGNER

A presente análise sobre a trajetória acadêmica, científica e pedagógica de Osni Valfredo Wagner, destacando suas contribuições para os campos da sociologia ambiental, educação crítica, ecodesenvolvimento e estudos decoloniais. A pesquisa fundamenta-se em abordagem qualitativa, com base documental em currículo acadêmico e produção bibliográfica do autor. Evidencia-se que sua obra articula categorias centrais como autonomia, desenvolvimento territorial, interculturalidade e antirracismo, propondo uma epistemologia interdisciplinar orientada pela pesquisa-ação participante. Conclui-se que suas contribuições são relevantes para a construção de práticas educativas críticas e sustentáveis, alinhadas às demandas contemporâneas da justiça socioambiental.

Palavras-chave: Autonomia; Ecodesenvolvimento; Interculturalidade; Sociologia Ambiental; Educação Crítica.


1. Introdução

As transformações socioambientais contemporâneas exigem novas abordagens teóricas e metodológicas capazes de integrar dimensões sociais, culturais, econômicas e ecológicas. 

Nesse contexto, destaca-se a produção científica de Osni Valfredo Wagner, cuja trajetória articula ensino, pesquisa e extensão no campo das ciências sociais aplicadas à educação e ao meio ambiente.

O objetivo é analisar criticamente suas contribuições teóricas e práticas, evidenciando sua relevância para a construção de uma perspectiva interdisciplinar e emancipatória do conhecimento.

Em anexos foto com Engenheiro Agrônomo Alexandre Felipe Cordeiro que explicou a compostagem orgânica modelo de Florianópolis como prática socioambiental articulada ao ecodesenvolvimento e à educação crítica. A partir de atividades de campo, observou-se a aplicação do método de leiras, amplamente difundido em experiências acadêmicas. O engenheiro agrônomo Alexandre destacou a importância da decomposição controlada de resíduos orgânicos na produção de adubo. Tal processo contribui significativamente para a redução de resíduos sólidos urbanos. Além disso, fortalece práticas sustentáveis em contextos educativos e comunitários. A interação entre conhecimento técnico e saberes locais evidencia a relevância da interdisciplinaridade. 

Nesse sentido, a pesquisa-ação participante se apresenta como metodologia fundamental. A prática analisada também dialoga com princípios da sustentabilidade e justiça socioambiental. 

Observa-se, ainda, seu potencial pedagógico na formação de sujeitos críticos. Assim, a compostagem configura-se como ferramenta estratégica para transformação social e ambiental.


2. Metodologia

A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, baseada em análise documental. Foram examinados dados do currículo acadêmico, produções bibliográficas e projetos de pesquisa desenvolvidos pelo autor �.osni_valfredo_wagner_biografia.docx

A abordagem teórica fundamenta-se na análise interpretativa das categorias centrais presentes em sua obra.


3. Trajetória Acadêmica e Intelectual

Osni Valfredo Wagner possui formação em Ciências Sociais, especialização em políticas agrárias e mestrado em Desenvolvimento Regional. Sua trajetória profissional inclui atuação como professor, pesquisador e coordenador de projetos interdisciplinares voltados à educação básica e ao desenvolvimento territorial �.osni_valfredo_wagner_biografia.docx

Sua produção científica evidencia forte articulação entre teoria e prática, característica marcante da pesquisa-ação participante.


4. Fundamentos Teóricos da Obra

4.1 Autonomia e Emancipação

A autonomia constitui categoria central em sua produção, sendo compreendida como condição fundamental para a emancipação humana. Inspirado por correntes do pensamento crítico, o autor relaciona autonomia à liberdade política e à construção coletiva do conhecimento.


4.2 Desenvolvimento Territorial e Ecodesenvolvimento

O conceito de desenvolvimento territorial aparece como eixo estruturante, sendo articulado ao ecodesenvolvimento, que integra dimensões econômicas, sociais e ambientais. Essa perspectiva supera visões reducionistas de crescimento econômico, propondo sustentabilidade integrada.


4.3 Sociologia Ambiental

A sociologia ambiental desenvolvida pelo autor analisa a relação entre sociedade e natureza, enfatizando impactos socioambientais, vulnerabilidade e gestão de recursos naturais. Tal abordagem contribui para diagnósticos territoriais críticos.


4.4 Interdisciplinaridade e Pesquisa-Ação

A interdisciplinaridade é tratada como exigência epistemológica. A pesquisa-ação participante destaca-se como metodologia central, permitindo a construção coletiva do conhecimento e a intervenção social.


4.5 Interculturalidade e Descolonialidade

Em sua produção mais recente, o autor incorpora perspectivas decoloniais, enfatizando o diálogo entre saberes científicos e saberes originários. A interculturalidade é compreendida como estratégia de enfrentamento das desigualdades estruturais e do racismo.


5. Educação, Sustentabilidade e Transformação Social

A contribuição de Wagner para a educação está centrada na construção de práticas pedagógicas críticas e contextualizadas. Seus projetos abordam temas como:

culturas alimentares juvenis

educação ambiental

saberes tradicionais

justiça socioambiental

Essas iniciativas reforçam a importância da escola como espaço de transformação social e produção de conhecimento.


6. Discussão

A análise evidencia que a obra de Wagner se insere no campo das epistemologias críticas latino-americanas. Sua abordagem dialoga com:

ecodesenvolvimento

educação popular

pensamento decolonial

Sua principal contribuição reside na integração entre teoria e prática, promovendo uma ciência comprometida com a transformação social.


7. Considerações Finais

Conclui-se que Osni Valfredo Wagner apresenta uma produção científica relevante e consistente, marcada pela interdisciplinaridade e pelo compromisso com a justiça social e ambiental.

Sua obra contribui significativamente para:

o fortalecimento da educação crítica

a construção de práticas sustentáveis

o avanço das epistemologias decoloniais

Recomenda-se a ampliação de estudos sobre sua produção, especialmente no contexto das políticas públicas educacionais e ambientais.


Referências (ABNT– 2023)

WAGNER, O. V. Mobilização para o desenvolvimento territorial: construção de pacto territorial a partir de projetos de ação coletiva. 2013. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Regional) — Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, 2013.

WAGNER, O. V. Cooperativas na agricultura familiar: um estudo de caso do Vale do Itajaí. 2004. Monografia (Especialização) — Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2004.

WAGNER, O. V.; SILVA, M. A. Multiculturalismo. Indaial: UNIASSELVI, 2010.

NONNA, S.; WAGNER, O. V. La transición del Estado a sociedad ambiental. In: SICDES, 2016.

WAGNER, O. V. A educação integral, saberes originários e científicos. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL, 2016.

SOUZA, C. M. M. et al. Processo de desenvolvimento territorial a partir dos modos de vida no campo. In: BIENAL, 2012.

SANTOS, D.; SOUZA, C. M. de M. Educação para o ecodesenvolvimento no ensino básico. Revista da FAEEBA, 2018.

WAGNER, O. V. Currículo Lattes. CNPq, 2025. Disponível em: http://lattes.cnpq.br/2353762318605812⁠ �. Acesso em: 15 abr. 2026.

Anexo A




Professor Osni Wagner com Engenheiro Agrônomo Alexandre EEB Professora Claurinice Vieira Caldeira, São Francisco do Sul 13/04/26.


Atividade in loco

A prática da compostagem em leiras, conforme apresentada na atividade de campo, evidencia a articulação entre conhecimento científico e práticas sustentáveis, alinhando-se às perspectivas do ecodesenvolvimento e da educação ambiental crítica. Alexandre Felipe Cordeiro explicou sobre a leira de compostagem orgânica que surgiu da UFSC.


Leira de compostagem 


WAGNER, O. V. Leira de compostagem: fundamentos. 2026. Disponível em: https://dialogossobrelibertacao.blogspot.com/2026/04/leira-de-compostagem-fundamentos.html⁠�. Acesso em: 15 abr. 2026.




terça-feira, 14 de abril de 2026

Fundamentos Teóricos e Científicos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): uma análise interdisciplinar da Agenda 2030

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, representam um marco global na articulação de estratégias voltadas à sustentabilidade. Este artigo tem como objetivo analisar os fundamentos teóricos e científicos que sustentam os ODS, considerando contribuições de diferentes áreas do conhecimento, como economia, sociologia, ecologia e ciência política. A metodologia adotada consiste em revisão bibliográfica e análise documental de produções científicas nacionais e internacionais. Os resultados indicam que os ODS estão fundamentados em abordagens como o desenvolvimento sustentável, a teoria das capacidades, a economia ecológica e a teoria dos sistemas complexos. Conclui-se que os ODS representam uma síntese interdisciplinar aplicada, integrando conhecimento científico e ação política global.

Palavras-chave: Desenvolvimento sustentável; Agenda 2030; ODS; teoria sistêmica; governança global.

📌 ABSTRACT

The Sustainable Development Goals (SDGs), established by the United Nations 2030 Agenda, represent a global milestone in sustainability strategies. This article aims to analyze the theoretical and scientific foundations supporting the SDGs, considering contributions from multiple disciplines such as economics, sociology, ecology, and political science. The methodology consists of a bibliographic review and documentary analysis. Results indicate that SDGs are grounded in sustainable development theory, capability approach, ecological economics, and systems theory. It is concluded that SDGs represent an applied interdisciplinary synthesis integrating science and global governance.

Keywords: Sustainable development; SDGs; global governance; systems theory.


📌 1. INTRODUÇÃO

A Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas estabelece 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como diretrizes globais para enfrentar desafios socioeconômicos e ambientais. Esses objetivos abrangem temas como pobreza, educação, desigualdade, mudanças climáticas e governança.

Os ODS constituem um modelo integrado e interdependente, sendo concebidos como um sistema articulado de metas globais �. Além disso, refletem a necessidade de conciliar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental, pilares fundamentais do desenvolvimento sustentável �.

Revistas UFPR

Halac Solcha

Diante disso, torna-se relevante compreender os fundamentos teóricos que sustentam essa agenda global.


📌 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Desenvolvimento sustentável

O conceito de desenvolvimento sustentável foi consolidado pelo Relatório Brundtland (1987), definindo-o como a capacidade de suprir as necessidades atuais sem comprometer as futuras. Essa abordagem integra três dimensões: econômica, social e ambiental.

Autores como Sachs (2002) ampliam essa visão ao incluir dimensões culturais e territoriais, enquanto Daly (1996) enfatiza os limites ecológicos do crescimento econômico.


2.2 Teoria das capacidades

A teoria do desenvolvimento como liberdade, proposta por Amartya Sen, fundamenta diversos ODS relacionados à educação, saúde e igualdade. Segundo essa abordagem, o desenvolvimento deve ser entendido como a ampliação das capacidades humanas.

Estudos indicam que os ODS incorporam essa perspectiva ao priorizar qualidade de vida e justiça social �.

PPGD UFMG


2.3 Abordagem sistêmica e complexidade

Os ODS são caracterizados por sua interdependência, exigindo uma análise sistêmica das relações entre objetivos.

A literatura científica destaca que os ODS devem ser compreendidos como uma rede integrada de metas, e não como objetivos isolados �.

Revistas UFPR

Essa abordagem é fundamentada na teoria dos sistemas complexos (Morin; Capra), que enfatiza:

interconectividade

não linearidade

retroalimentação


2.4 Governança global

A Agenda 2030 representa um avanço na governança internacional, envolvendo múltiplos atores (Estados, empresas e sociedade civil).

A governança global é essencial para a implementação dos ODS, pois articula políticas públicas, cooperação internacional e instituições �.

Halac Solcha


2.5 Desenvolvimento territorial e ação local

A implementação dos ODS depende da atuação local e regional, adaptando as metas globais às realidades específicas.

Estudos recentes demonstram que ações locais são fundamentais para a efetividade da Agenda 2030 �.

Periódicos UNEMAT


📌 3. METODOLOGIA

Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, baseada em:

revisão bibliográfica

análise documental

levantamento de artigos científicos (2015–2024)

Foram consultadas bases como:

Scielo

Periódicos CAPES

Google Scholar


📌 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados indicam que os ODS são sustentados por um conjunto interdisciplinar de teorias:

🔬 Principais fundamentos identificados:

Desenvolvimento sustentável (Brundtland, Sachs)

Economia ecológica (Daly)

Teoria das capacidades (Sen)

Sistemas complexos (Morin, Capra)

Governança global

Além disso, verificou-se que os ODS:

são interdependentes

exigem políticas integradas

dependem de cooperação multiescalar

A literatura também aponta que os ODS funcionam como um instrumento normativo global, orientando políticas públicas e estratégias institucionais �.


📌 5. CONCLUSÃO

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável representam uma síntese avançada de múltiplas correntes teóricas e científicas. Sua relevância está na integração entre conhecimento acadêmico e ação política global.

Conclui-se que os ODS não são apenas diretrizes normativas, mas um modelo científico aplicado de transformação social, econômica e ambiental, baseado em princípios de sustentabilidade, equidade e governança.


📚 REFERÊNCIAS (ABNT 2023)

BRUNDTLAND, G. H. Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: FGV, 1987.

CAPRA, F. A teia da vida. São Paulo: Cultrix, 1996.

DALY, H. Ecological Economics. Washington: Island Press, 1996.

MORIN, E. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2005.

SACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 2002.

SEN, A. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Transformando nosso mundo: Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Nova York, 2015.

SOARES, F. P.; MELO, M. M.; CAMARGO, L. M. Agenda 2030 e educação hídrica: revisão sistemática. Revista do Departamento de Geografia, 2023. �

Portal de Revistas da USP

ZAMIGNAN, G. et al. Agenda 2030: inter-relações sistêmicas entre os ODS. Desenvolvimento e Meio Ambiente, 2022. �

Revistas UFPR

CARVALHO, B. L.; FONSECA, S. A. ODS 17 e desenvolvimento local sustentável. Revista Brasileira de Estudos de Gestão e Desenvolvimento Regional, 2024. �

Periódicos UNEMAT

STREIT, J. A.; COSTA, L. Agenda 2030 e resíduos sólidos. Revista Livre de Sustentabilidade e Empreendedorismo, 2023. �

Relise

FAUSTINO, A.; MANTOVANELI JR., O.; BARBOSA, V. C. Desenvolvimento sustentável e governança internacional. HALAC, 2024. �

Halac Solcha

SCHIER, A. C. R.; ZILIOTTO, M. M. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e teoria das capacidades. Revista Brasileira de Estudos Políticos, 2020. �

PPGD UFMG


Anexo

Comando do chatgbt

Quais autores bibliografias e conceitos teóricos científicos especializados fundamentam as 17 ODS bibliografias ABNT 2023

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 não surgem de um único autor, mas de um corpo teórico multidisciplinar consolidado ao longo de décadas em áreas como economia, sociologia, ecologia, geografia e ciência política. Eles foram formalizados pela Organização das Nações Unidas em 2015, integrando dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável .

Abaixo está um levantamento científico especializado com autores, teorias e referências em formato ABNT (aproximado padrão 2023) que fundamentam os ODS.


🔬 1. BASE TEÓRICA CENTRAL DOS ODS

🌱 1.1 Desenvolvimento Sustentável (conceito central)

📚 Autores clássicos

  • Gro Harlem Brundtland
  • Ignacy Sachs
  • Herman Daly

📖 Conceitos

  • Desenvolvimento sustentável: “atender às necessidades do presente sem comprometer o futuro”
  • Integração economia + sociedade + ambiente
  • Justiça intergeracional

📚 ABNT

BRUNDTLAND, G. H. Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: FGV, 1987.
SACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 2002.
DALY, H. Ecological Economics. Washington: Island Press, 1996.


🌍 1.2 Agenda 2030 e governança global

📚 Institucional

  • Nações Unidas
  • Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

📖 Conceitos

  • Governança global
  • Multilateralismo
  • Universalidade dos objetivos
  • “Não deixar ninguém para trás”

📚 ABNT

ONU. Transformando nosso mundo: Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Nova York: ONU, 2015.
PNUD. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Brasília, 2023.


🔗 1.3 Abordagem sistêmica e complexidade

📚 Autores

  • Fritjof Capra
  • Edgar Morin

📖 Conceitos

  • Interdependência entre ODS
  • Sistemas socioecológicos
  • Complexidade e não-linearidade

📌 Os ODS são interligados e interdependentes, exigindo análise sistêmica

📚 ABNT

CAPRA, F. A teia da vida. São Paulo: Cultrix, 1996.
MORIN, E. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2005.


📊 1.4 Desenvolvimento humano e capacidades

📚 Autor central

  • Amartya Sen

📖 Conceitos

  • Liberdades substantivas
  • Desenvolvimento como expansão de capacidades
  • Base para ODS como:
    • educação (ODS 4)
    • saúde (ODS 3)
    • igualdade (ODS 5)

📚 ABNT

SEN, A. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.


🌐 1.5 Capitalismo, desigualdade e desenvolvimento

📚 Autores

  • Karl Polanyi
  • Thomas Piketty
  • Joseph Stiglitz

📖 Conceitos

  • Crítica ao mercado autorregulado
  • Desigualdade estrutural
  • Inclusão social e redistribuição

📚 ABNT

POLANYI, K. A grande transformação. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
PIKETTY, T. O capital no século XXI. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014.
STIGLITZ, J. Globalização e seus malefícios. São Paulo: Futura, 2002.


🌿 1.6 Ecologia política e limites planetários

📚 Autores

  • Joan Martínez-Alier
  • Rockström Johan

📖 Conceitos

  • Conflitos ambientais
  • Justiça ambiental
  • Limites biofísicos do planeta

📚 ABNT

MARTÍNEZ-ALIER, J. O ecologismo dos pobres. São Paulo: Contexto, 2007.
ROCKSTRÖM, J. et al. Planetary Boundaries. Nature, 2009.


🏙️ 1.7 Desenvolvimento territorial e local

📚 Autores

  • Sergio Boisier
  • José Eli da Veiga

📖 Conceitos

  • Desenvolvimento local sustentável
  • Territorialidade
  • Governança descentralizada

📌 Importância das ações locais para ODS

📚 ABNT

BOISIER, S. Teorías e metáforas sobre desarrollo territorial. CEPAL, 1999.
VEIGA, J. E. Desenvolvimento sustentável: o desafio do século XXI. Rio de Janeiro: Garamond, 2010.


🧠 2. CONCEITOS CIENTÍFICOS TRANSVERSAIS DOS ODS

Os ODS são estruturados por macro-conceitos científicos:

  • Sustentabilidade (triple bottom line)
  • Justiça social
  • Resiliência socioecológica
  • Economia circular
  • Governança global
  • Inovação e tecnologia sustentável
  • Segurança alimentar
  • Mudanças climáticas
  • Direitos humanos

📊 3. AUTORES CONTEMPORÂNEOS SOBRE ODS

Exemplos de produção científica recente:

  • Zamignan et al. – visão sistêmica dos ODS
  • Carvalho & Fonseca – implementação local dos ODS
  • Vinuesa et al. – tecnologia e ODS (IA)

📚 4. REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES (ABNT 2023)

ONU. The Sustainable Development Goals Report. New York, 2023.
SACHS, J. The Age of Sustainable Development. New York: Columbia, 2015.
MEADOWS, D. et al. Limits to Growth. New York: Universe Books, 1972.
BOFF, L. Sustentabilidade: o que é, o que não é. Petrópolis: Vozes, 2012.


✅ CONCLUSÃO

Os ODS são fundamentados por uma síntese de várias correntes científicas, principalmente:

  • Economia ecológica
  • Desenvolvimento humano
  • Teoria sistêmica
  • Ecologia política
  • Governança global

Eles representam uma integração teórica aplicada, ou seja, não são apenas conceitos acadêmicos, mas um modelo operacional global baseado em ciência, política e ética .


Se quiser, posso montar:
✔ um artigo científico completo em ABNT 2023 sobre ODS
✔ ou relacionar cada um dos 17 ODS com autores específicos (bem detalhado, nível pós-graduação)













segunda-feira, 13 de abril de 2026

DIMENSIONAMENTO DE HORTA ORGÂNICA A PARTIR DA COMPOSTAGEM DE RESÍDUOS DOMÉSTICOS: UMA ANÁLISE QUANTITATIVA EM PEQUENA ESCALA

A crescente geração de resíduos sólidos urbanos, especialmente a fração orgânica, representa um desafio ambiental significativo. A compostagem surge como uma alternativa sustentável, permitindo a transformação de resíduos em insumo agrícola. Este estudo tem como objetivo dimensionar a produção de composto orgânico a partir de resíduos domésticos (10 kg/dia) e sua aplicação na implantação progressiva de hortas. A metodologia baseia-se em cálculos de conversão massa-volume e rendimento médio da compostagem. Os resultados indicam que, em sete meses, é possível produzir aproximadamente 735 kg de composto, viabilizando a implantação de uma horta de cerca de 5 m². Conclui-se que, embora a compostagem doméstica tenha limitações de escala, apresenta elevado potencial para produção local de alimentos e redução de resíduos.

Palavras-chave: compostagem; resíduos orgânicos; agricultura urbana; sustentabilidade; horta doméstica.


1 Introdução

O aumento da geração de resíduos sólidos urbanos está diretamente relacionado ao crescimento populacional e aos padrões de consumo contemporâneos �. No Brasil, a fração orgânica representa parcela significativa desses resíduos, sendo frequentemente destinada a aterros sanitários, o que gera impactos ambientais como emissão de gases de efeito estufa e produção de chorume �.

A compostagem é um processo biológico de decomposição da matéria orgânica por microrganismos, resultando em um composto estabilizado com potencial fertilizante �. Essa técnica se destaca como estratégia sustentável para o reaproveitamento de resíduos e melhoria da fertilidade do solo.

Diante desse contexto, o presente estudo busca responder: qual a área de horta possível de ser implantada a partir da compostagem de resíduos domésticos ao longo do tempo?


2 Metodologia

O estudo foi desenvolvido com base em modelagem quantitativa simples, considerando:

Produção diária de resíduos: 10 kg/dia

Período analisado: 13 de abril a 13 de novembro (≈ 210 dias)

Rendimento médio da compostagem: 35%

Densidade do composto: 500 kg/m³

Altura do canteiro: 0,30 m

Etapas:

Cálculo da massa total de resíduos:

Conversão em composto:

Conversão em volume:

Área de horta:


3 Resultados e Discussão

Os resultados indicam que a compostagem doméstica permite a produção gradual de insumos agrícolas. Em sete meses, a produção de 735 kg de composto possibilita a implantação de aproximadamente 5 m² de horta.

Estudos apontam que a compostagem reduz significativamente o volume de resíduos destinados a aterros, contribuindo para a sustentabilidade ambiental �. Além disso, o composto produzido melhora a estrutura do solo, aumenta a retenção de água e fornece nutrientes essenciais às plantas �.

Entretanto, a escala é um fator limitante. A produção individual de resíduos não é suficiente para grandes áreas agrícolas, sendo necessária a integração comunitária ou institucional para ampliar o impacto.

Outro ponto relevante é a necessidade de equilíbrio entre materiais ricos em carbono e nitrogênio para garantir eficiência no processo, evitando problemas como odores e baixa decomposição.





Conclusão

A compostagem doméstica demonstra ser uma estratégia viável para:

Redução de resíduos orgânicos

Produção de fertilizante natural

Implantação de hortas urbanas em pequena escala

Com uma geração de 10 kg/dia de resíduos, é possível estabelecer uma horta de aproximadamente 5 m² em sete meses, o que representa uma alternativa sustentável para produção de alimentos.

Contudo, para aplicações em larga escala, torna-se necessária a organização coletiva e políticas públicas de gestão de resíduos.


Referências 

COSTA, Amanda Rodrigues Santos et al. O processo da compostagem e seu potencial na reciclagem de resíduos orgânicos. Revista Geama, Recife, 2016. Disponível em: https://www.journals.ufrpe.br/index.php/geama/article/view/503⁠�. Acesso em: 13 abr. 2026. �

DI LUCIA, Renata Paniago Andrade. Impacto ambiental dos resíduos orgânicos e benefícios da compostagem. International Integralize Scientific, v. 5, n. 46, 2025. Disponível em: https://iiscientific.com/artigos/128D6C⁠�. Acesso em: 13 abr. 2026. �

MARCHI, Cristina Maria Dacach Fernandez; GONÇALVES, Isadora de Oliveira. Compostagem: a importância da reutilização dos resíduos orgânicos. Revista Monografias Ambientais, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/remoa/article/view/41718⁠�. Acesso em: 13 abr. 2026. �

SILVA, Rodrigo Sanchotene; MELO, Andriele de. Produção de fertilizante orgânico de origem urbana. Ciência e Sustentabilidade, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/cienciasustentabilidade/article/view/1167⁠�. Acesso em: 13 abr. 2026. �

INÁCIO, C. T.; MILLER, P. R. M. Compostagem: ciência e prática para a gestão de resíduos orgânicos. EMBRAPA, 2009. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes⁠�. Acesso em: 13 abr. 2026. �

PAULA, Rebeca Barros de et al. Compostagem de resíduos orgânicos na UFERSA. Revista SEMIC, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufersa.edu.br⁠�. Acesso em: 13 abr. 2026. �

COSTA, Amanda Rodrigues Santos et al. O processo da compostagem e seu potencial na reciclagem de resíduos orgânicos. Revista Geama, Recife, 2016. Disponível em: https://www.journals.ufrpe.br/index.php/geama/article/view/503⁠�. Acesso em: 13 abr. 2026.

INÁCIO, Caio Tavares; MILLER, Paul Richard Momsen. Compostagem: ciência e prática para a gestão de resíduos orgânicos. Brasília: Embrapa, 2009.

MARCHI, Cristina Maria Dacach Fernandez; GONÇALVES, Isadora de Oliveira. Compostagem e sustentabilidade na gestão de resíduos sólidos urbanos. Revista Monografias Ambientais, Santa Maria, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/remoa/article/view/41718⁠�. Acesso em: 13 abr. 2026.

SILVA, Rodrigo Sanchotene; MELO, Andriele de. Produção de fertilizante orgânico a partir de resíduos urbanos. Ciência e Sustentabilidade, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufca.edu.br⁠�. Acesso em: 13 abr. 2026.



















Leira de Compostagem: Fundamentos Técnicos, Processos Biológicos e Aplicações Agroecológicas

A leira de compostagem constitui uma técnica amplamente utilizada para o tratamento de resíduos orgânicos, baseada na decomposição aeróbia da matéria orgânica por microrganismos. Este processo resulta na formação de composto orgânico estável, com elevado valor agronômico. O presente estudo analisa os princípios físicos, químicos e biológicos envolvidos na compostagem em leiras, destacando variáveis como temperatura, umidade, relação carbono/nitrogênio (C/N) e aeração. Além disso, discute-se sua aplicação no contexto da agroecologia e gestão sustentável de resíduos sólidos. A metodologia baseia-se em revisão bibliográfica de literatura científica recente. Conclui-se que a compostagem em leiras apresenta alta eficiência na redução de resíduos e na produção de fertilizantes orgânicos, contribuindo para sistemas produtivos sustentáveis.

Palavras-chave: compostagem; resíduos orgânicos; leira; agroecologia; sustentabilidade.


1 Introdução

O aumento da geração de resíduos sólidos orgânicos representa um desafio significativo para a gestão ambiental contemporânea. A compostagem surge como uma alternativa sustentável, permitindo a reciclagem de matéria orgânica e a redução do volume destinado a aterros sanitários. Dentre os métodos existentes, a compostagem em leiras destaca-se pela simplicidade operacional e baixo custo.

A leira consiste em um arranjo linear ou em pilhas alongadas de resíduos orgânicos, submetidos à decomposição controlada. Esse método é amplamente utilizado em propriedades rurais, escolas e sistemas urbanos de manejo de resíduos, especialmente no contexto da agroecologia.


2 Fundamentos da Compostagem em Leiras

A compostagem é um processo biológico aeróbio mediado por microrganismos como bactérias, fungos e actinomicetos. Esses organismos degradam a matéria orgânica, liberando calor, dióxido de carbono e água.

2.1 Relação Carbono/Nitrogênio (C/N)

A relação ideal de C/N situa-se entre 25:1 e 35:1. Materiais ricos em carbono incluem folhas secas e serragem, enquanto resíduos ricos em nitrogênio incluem restos de alimentos e esterco.

2.2 Temperatura

O processo apresenta três fases principais:

  • Mesofílica (até 40°C)
  • Termofílica (40°C a 65°C)
  • Maturação (resfriamento)

A fase termofílica é essencial para a eliminação de patógenos.

2.3 Umidade

A umidade ideal varia entre 50% e 60%. Níveis inadequados podem comprometer a atividade microbiana.

2.4 Aeração

A presença de oxigênio é fundamental. A leira deve ser revolvida periodicamente para evitar condições anaeróbias, que causam mau odor e perda de eficiência.


3 Estrutura e Manejo da Leira

A construção da leira envolve a disposição alternada de materiais ricos em carbono e nitrogênio. As dimensões variam conforme a escala, mas geralmente apresentam:

  • Altura: 1,2 a 1,5 m
  • Largura: 1,5 a 2,0 m
  • Comprimento: variável

O manejo inclui monitoramento da temperatura, controle da umidade e revolvimento periódico (a cada 7 a 15 dias).


4 Aplicações e Benefícios

A compostagem em leiras apresenta diversas vantagens:

  • Redução do volume de resíduos orgânicos
  • Produção de adubo orgânico de alta qualidade
  • Melhoria da estrutura do solo
  • Aumento da retenção de água e nutrientes
  • Redução da emissão de gases de efeito estufa

No contexto da agroecologia, o composto contribui para a fertilidade do solo e diminui a dependência de insumos químicos.


5 Considerações Finais

A leira de compostagem constitui uma tecnologia social e ambientalmente adequada para o manejo de resíduos orgânicos. Sua aplicação promove a sustentabilidade, integrando princípios ecológicos à produção agrícola. A adoção dessa técnica em diferentes escalas pode contribuir significativamente para a mitigação de impactos ambientais e fortalecimento de práticas agroecológicas.


Referências (ABNT NBR 6023:2023)

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Brasília: MMA, 2022.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. MMA inicia construção de Estratégia Nacional de Resíduos Orgânicos Urbanos. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mma. Acesso em: 13 abr. 2026.

EMBRAPA. Compostagem: fundamentos e práticas agrícolas. Brasília: Embrapa, 2021.

INÁCIO, C. T.; MILLER, P. R. M. Compostagem: ciência e prática para a gestão de resíduos orgânicos. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2009.

KIEHL, E. J. Manual de compostagem: maturação e qualidade do composto. 4. ed. Piracicaba: Degaspari, 2010.

SILVA, F. C. da (org.). Manual de análises químicas de solos, plantas e fertilizantes. Brasília: Embrapa, 2009.






Aprendizado de hoje com engenheiro agronomo Alexandre.
Modelo de compostagem orgânica de Florianópolis




Slides apresentação composteiras e ODS na escola