domingo, 18 de janeiro de 2026

Possíveis Presidenciáveis em 2026: Quem dá mais dignidade aos brasileiros e brasileiras a esquerda ou a direita?

Propostas focadas em redistribuição de renda, saúde pública, educação de qualidade e programas sociais são as que mais diretamente impactam a dignidade da população de baixa renda. Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes,  Leonardo Péricles, Rui Costa Pimenta, Vera Lúcia Santana Araújo com foco na inclusão social, são candidatos que têm uma agenda mais voltada para a melhoria das condições de vida das classes mais vulneráveis. No entanto, a gestão fiscal e a economia de mercado, como defendida por Zema e Caiado, podem resultar em um crescimento econômico, mas sem garantir que esse crescimento seja distribuído de forma justa para todos. Há candidatos à Presidência que defendem o congelamento do salário mínimo, o aumento da idade para aposentadoria e a redução de investimentos públicos. Essas propostas priorizam o ajuste fiscal e a diminuição do papel do Estado. Nessa visão, saúde, educação, habitação e programas como o Bolsa Família devem ter gastos limitados, mas não tratam da mesma forma os bancos que recebem trilhões de juros da dívida interna brasileira que está quase em 10 trilhões,  as insenções de impostos e a sonegação o chamado bolsa rico. O argumento central é o controle das contas públicas e a confiança no mercado. Críticos afirmam que essas medidas reduzem direitos sociais. Para eles, o impacto recai sobre trabalhadores e os mais pobres. A dignidade passa a ser tratada como responsabilidade individual. Políticas universais são substituídas por ações mínimas. O debate opõe ajuste econômico e proteção social. A eleição de 2026 expressará essa escolha.



1. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – Candidato à reeleição

Propostas: No governo Lula, o foco foi na redução das desigualdades sociais através de programas como o Bolsa Família, investimentos em educação e saúde, além da valorização do salário mínimo.

 A reeleição de Lula, com foco no fortalecimento de políticas de redistribuição de renda, pode ser uma continuidade dessas propostas, especialmente para os mais pobres.

Impacto na dignidade: Programas de assistência social, foco no combate à pobreza e a inclusão social são centrais para melhorar as condições de vida, promovendo dignidade às camadas mais vulneráveis.


2. Flávio Bolsonaro (PL) – Representante da base bolsonarista

Propostas: Flávio Bolsonaro tende a seguir a linha de seu pai, Jair Bolsonaro, com ênfase na segurança pública, redução da máquina estatal e apoio a políticas mais conservadoras. Seus planos poderiam focar em benefícios fiscais, menor intervenção estatal e privatizações.

Impacto na dignidade: Se a prioridade for a redução de custos do governo e aumento da segurança, a melhoria da qualidade de vida pode não ser universal. As classes mais baixas podem ser afetadas por cortes de programas sociais.


3. Romeu Zema (Novo) – Pré-candidato

Propostas: Zema se apresenta como defensor da liberdade econômica, redução de impostos e diminuição do tamanho do Estado. Sua visão é a de um mercado livre com menos regulamentações.

Impacto na dignidade: A redução de impostos pode beneficiar grandes empresários, mas pode não ser suficiente para garantir dignidade para as camadas mais baixas sem políticas públicas adequadas para a inclusão social.


4. Ronaldo Caiado (União Brasil) – Pré-candidato

Propostas: Caiado tem um perfil conservador, com foco em gestão fiscal e infraestrutura. Seu governo tende a enfatizar a melhoria do ambiente de negócios e maior segurança.

Impacto na dignidade: As propostas podem ter um efeito positivo sobre a economia, mas a população de baixa renda poderia ser deixada de lado caso não haja políticas sociais inclusivas.


5. Tarcísio de Freitas (Republicanos) – Testado como potencial candidato

Propostas: Com uma abordagem voltada para a infraestrutura e gestão pública, Tarcísio enfatiza a importância de melhorar a logística, o que pode trazer benefícios econômicos. Seu governo tende a ser mais focado em avanços econômicos e crescimento.

Impacto na dignidade: A melhoria da infraestrutura pode gerar empregos e desenvolvimento, mas é necessário garantir que as camadas mais vulneráveis se beneficiem diretamente desses avanços.


6. Michelle Bolsonaro (PL) – Alternativa da direita

Propostas: Como esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle tem forte apelo junto a eleitores conservadores, com foco em temas como família, religião e segurança. Suas propostas de políticas sociais são focadas em programas de apoio a mulheres e famílias.

Impacto na dignidade: As políticas sociais podem ter um foco importante em grupos específicos, como mulheres e crianças, mas é necessário garantir que as políticas de inclusão social não excluam outras camadas vulneráveis.


7. Eduardo Bolsonaro (PL) – Testado em cenários eleitorais

Propostas: Eduardo também tem uma linha política conservadora, focada em liberdade econômica e segurança. Seu perfil é muito alinhado com o de seu pai.

Impacto na dignidade: Sem um foco claro em políticas sociais inclusivas, a dignidade da população de baixa renda pode ser uma preocupação secundária em relação às suas propostas de segurança e economia.


8. Ciro Gomes (PDT) – Figura tradicional em cenários simulados

Propostas: Ciro propõe uma agenda de desenvolvimento econômico com foco em educação e inclusão social. Ele busca fortalecer a indústria nacional e criar empregos por meio de uma maior intervenção estatal na economia.

Impacto na dignidade: Suas propostas podem beneficiar as classes populares ao criar empregos e melhorar o acesso à educação e saúde, favorecendo a ascensão social de grupos mais vulneráveis.


9. Ratinho Jr. (PSD) – Possível candidato de centro/centro-direita

Propostas: Ratinho Jr. tem um perfil voltado para a gestão eficiente e a continuidade das políticas de desenvolvimento econômico, mas com um foco menor em redistribuição de renda.

Impacto na dignidade: Ele pode gerar crescimento econômico, mas sua gestão precisaria de um forte foco em inclusão social para garantir que os benefícios atinjam as camadas mais baixas.


10. Gusttavo Lima (Sem Partido) e outros nomes alternativos

Propostas: Não se sabe ainda qual seria sua plataforma de governo, mas como figuras mais fora da política tradicional, suas propostas poderiam ser mais voltadas à renovação e à popularidade, com foco em áreas como entretenimento e apoio à cultura.

Impacto na dignidade: A falta de experiência política pode ser um obstáculo para implementar políticas públicas eficazes de inclusão social e dignidade para a população mais pobre.


11 Leonardo Péricles Unidade Popular pelo Socialismo (UP) – 

Defende que a dignidade só é possível com a superação do capitalismo e das desigualdades estruturais.

Critica lulismo, bolsonarismo e Centrão como gestores de um mesmo sistema excludente.

Propõe socialismo popular, direito à moradia, trabalho digno e poder popular de base.


12 Rui Costa Pimenta Partido da Causa Operária (PCO) – 

Sustenta que não há dignidade sob a democracia liberal e o domínio das elites econômicas.

Ataca simultaneamente PT, bolsonarismo, Congresso, Judiciário e religião institucionalizada.

Defende ruptura revolucionária e organização independente da classe trabalhadora.


13 Vera Lúcia Santana Araújo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 

Afirma que pobreza e precarização são inerentes ao capitalismo brasileiro.

Rejeita a conciliação de classes do lulismo e o autoritarismo do bolsonarismo.

Defende revolução socialista, direitos trabalhistas integrais e poder dos trabalhadores.

Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Compreende a dignidade humana como incompatível com a lógica do capital.

Critica a esquerda institucional, o Centrão e o uso político da religião.

Defende socialismo, democracia popular e ruptura com o presidencialismo de coalizão.


Pesquisas eleitoral presidente 2026, intenções de voto

As pesquisas eleitorais para a Presidência da República em 2026, em cenário de primeiro turno, indicam que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a intenção de voto com 36%. O resultado o coloca à frente dos demais candidatos testados, com vantagem significativa no cenário apresentado.

Em segundo lugar aparece Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 15% das intenções de voto, seguido por Michelle Bolsonaro (PL), que registra 13%. Ambos compõem o principal bloco de oposição ao candidato líder, porém com percentuais bem inferiores.

Na sequência, Ratinho Jr. (PSD) aparece com 10%, enquanto Eduardo Bolsonaro (PL) registra 9%. Esses números indicam presença eleitoral relevante, porém insuficiente para disputar a liderança no primeiro turno.

Com percentuais menores, Romeu Zema (Novo) soma 7%, e Ronaldo Caiado (União Brasil) aparece com 6% das intenções de voto. Esses candidatos ocupam posições secundárias no cenário analisado.

Os dados refletem um cenário fragmentado, no qual nenhum candidato, além do líder, se aproxima da maioria absoluta dos votos válidos, indicando a possibilidade de realização de segundo turno, conforme as regras eleitorais brasileiras. A pesquisa reúne dados de institutos como Quaest, Paraná Pesquisas e Datafolha, e representa uma fotografia do momento em que foi realizada.


















Nas simulações de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com vantagem numérica em diversos cenários testados. No confronto entre Lula e Tarcísio de Freitas (Republicanos), as pesquisas indicam Lula com aproximadamente 48% a 52% das intenções de voto, enquanto Tarcísio registra cerca de 40% a 46%, com variações que, em alguns levantamentos, caracterizam empate técnico.

No cenário Lula × Michelle Bolsonaro (PL), Lula apresenta percentuais em torno de 49% a 54%, ao passo que Michelle Bolsonaro aparece com aproximadamente 38% a 44% das intenções de voto. A diferença tende a ser maior nesse confronto, embora também dependa do instituto pesquisador.

Quando testado contra Eduardo Bolsonaro (PL), Lula alcança cerca de 50% a 55%, enquanto Eduardo Bolsonaro oscila entre 35% e 42%. Esse cenário costuma apresentar maior rejeição ao adversário, o que amplia a vantagem relativa de Lula.

Na simulação Lula × Ratinho Jr. (PSD), Lula aparece com aproximadamente 52% a 56%, enquanto Ratinho Jr. registra percentuais entre 30% e 35%, indicando uma diferença mais ampla entre os candidatos.

No confronto com Romeu Zema (Novo), os levantamentos mostram Lula com cerca de 50% a 54%, frente a 38% a 42% de Zema. A disputa tende a ser menos polarizada, mas ainda favorável ao candidato do PT.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Ronaldo Caiado (União Brasil), Lula aparece com percentuais próximos de 51% a 55%, enquanto Caiado registra algo em torno de 35% a 40% das intenções de voto.

De forma opcional, no cenário Lula × Flávio Bolsonaro (PL), Lula apresenta aproximadamente 50% a 54%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com cerca de 38% a 43%, dependendo do levantamento considerado.

Em todos os casos, os percentuais refletem fotografias momentâneas da opinião pública, estando sujeitos à margem de erro estatística e a mudanças decorrentes do contexto político, econômico e institucional até a eleição de 2026.



Abaixo está um panorama sintético e comparativo do que defende cada candidato, organizado da extrema esquerda à extrema direita, com foco em economia, Estado, democracia e políticas sociais. O objetivo é analítico, não promocional.

🟥 EXTREMA ESQUERDA

Rui Costa Pimenta (PCO)

Defesa do socialismo revolucionário e ruptura com o capitalismo.

Rejeição ao sistema eleitoral liberal; discurso de confronto com instituições.

Forte crítica ao lulismo, ao STF, ao Congresso e à mídia tradicional.

Vera Lúcia Santana Araújo (PSTU)

Socialismo baseado na organização da classe trabalhadora.

Estatização de setores estratégicos e não pagamento da dívida pública.

Rejeição a alianças com burguesia, Centrão e governos de conciliação.

Leonardo Péricles (UP)

Socialismo popular com foco em moradia, trabalho e renda.

Crítica frontal ao capitalismo, ao bolsonarismo e ao lulismo.

Defesa de políticas radicais de redistribuição e soberania nacional.

PCB (nome a definir)

Marxismo-leninismo clássico.

Superação do capitalismo por via revolucionária.

Crítica estrutural ao Estado burguês, ao PT e à democracia liberal.

🟥 ESQUERDA E CENTRO-ESQUERDA

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Combate à pobreza via políticas sociais e crescimento econômico.

Estado forte, mas com conciliação política (presidencialismo de coalizão).

Críticas por alianças com o Centrão e limites à transformação estrutural.

Fernando Haddad (PT)

Social-desenvolvimentismo com responsabilidade fiscal.

Defesa de reformas progressivas dentro das instituições.

Perfil técnico e institucional.

Ciro Gomes (PDT)

Nacional-desenvolvimentismo forte.

Crítica ao sistema financeiro, ao lulismo e ao bolsonarismo.

Defesa de planejamento estatal e industrialização.

Guilherme Boulos (PSOL)

Esquerda democrática e movimentos sociais.

Defesa de direitos sociais, reforma urbana e ambiental.

Crítica ao neoliberalismo, com atuação institucional.

Flávio Dino (PSB)

Centro-esquerda institucional.

Defesa da democracia, do Estado social e da legalidade.

Diálogo amplo com Congresso e Judiciário.

Márcio França (PSB)

Social-democracia moderada.

Desenvolvimento regional e políticas sociais pragmáticas.

Perfil conciliador.

🟦 CENTRO

Simone Tebet (MDB)

Democracia liberal, responsabilidade fiscal e políticas sociais focalizadas.

Defesa das instituições e do diálogo entre Poderes.

Perfil técnico e institucional.

Eduardo Leite (PSDB)

Liberalismo social.

Reformas administrativas e fiscais.

Estado eficiente, menos intervencionista.

🟦 CENTRO-DIREITA

Ratinho Jr. (PSD)

Gestão pragmática e desenvolvimentismo regional.

Parcerias público-privadas.

Discurso pouco ideológico.

Romeu Zema (Novo)

Liberalismo econômico forte.

Redução do Estado e privatizações.

Ênfase em eficiência e mercado.

Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Direita técnica e desenvolvimentista.

Grandes obras de infraestrutura.

Discurso menos ideológico que o bolsonarismo.

🟥 DIREITA E EXTREMA DIREITA

Ronaldo Caiado (União Brasil)

Conservadorismo tradicional.

Defesa do agronegócio e da segurança pública.

Estado forte na repressão, liberal na economia.

Flávio Bolsonaro (PL)

Bolsonarismo institucional.

Conservadorismo nos costumes e liberalismo seletivo.

Defesa do legado do bolsonarismo.

Eduardo Bolsonaro (PL)

Extrema direita ideológica.

Discurso antiglobalista, anti-esquerda e confrontacional.

Alinhamento internacional com a direita radical.

Michelle Bolsonaro (PL)

Conservadorismo religioso.

Defesa da “família tradicional”.

Forte apelo simbólico e eleitoral, menos programático.

Gusttavo Lima (sem partido)

Outsider político.

Discurso difuso, associado a valores conservadores.

Capital midiático mais que político.

🔎 Síntese final

O debate de 2026 tende a girar em torno de:

Estado forte vs. mercado forte

Conciliação institucional vs. ruptura

Justiça social estrutural vs. focalizada

Democracia plural vs. autoritarismo moral











Candidatos e campos políticos que defendem ou já defenderam esse conjunto de medidas

Romeu Zema (Novo)

Defende Estado mínimo, teto de gastos e controle rígido de despesas sociais.

Já apoiou a desindexação do salário mínimo e a Reforma da Previdência.

Visão de que políticas sociais devem ser focalizadas e reduzidas.

Eduardo Leite (PSDB)

Histórico tucano de apoio a reformas fiscais e previdenciárias.

Defesa de ajuste fiscal, contenção de gastos e racionalização de políticas sociais.

Salário mínimo visto como variável fiscal, não como política de renda.

Simone Tebet (MDB) (posição mais moderada, mas relevante)

Votou e defendeu a Reforma da Previdência.

Defende responsabilidade fiscal e controle de despesas obrigatórias.

Não propõe extinguir políticas sociais, mas limitar crescimento do gasto.

Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Alinhado à agenda econômica liberal do governo Bolsonaro.

Apoio ao teto de gastos, à Reforma da Previdência e à contenção do salário mínimo.

Visão tecnocrática: políticas sociais subordinadas ao equilíbrio fiscal.

Flávio Bolsonaro (PL)

Votou a favor da Reforma da Previdência.

Defendeu teto de gastos e restrições orçamentárias.

Histórico de apoio a cortes em políticas sociais durante o bolsonarismo.

Eduardo Bolsonaro (PL)

Defesa explícita do Estado mínimo e crítica a programas de transferência de renda.

Apoio a reformas que reduzem direitos trabalhistas e previdenciários.

Discurso de que políticas sociais geram “dependência”.

Michelle Bolsonaro (PL) (indiretamente)

Não apresenta programa econômico próprio.

Capital político vinculado ao bolsonarismo, que:

congelou o salário mínimo em termos reais;

reduziu orçamento de saúde, educação e habitação;

tentou substituir o Bolsa Família por programas mais restritos.

Ronaldo Caiado (União Brasil)

Apoio à Reforma da Previdência.

Defesa do ajuste fiscal e contenção de gastos sociais.

Prioridade ao agronegócio e à segurança, não à expansão do bem-estar social.

Gusttavo Lima (outsider)

Não possui programa formal.

Declarações públicas indicam simpatia por:

liberalismo econômico;

crítica a “assistencialismo”.

Posição ainda difusa, mas alinhada ao campo conservador-liberal.

🟦 Quem não defende esse conjunto de medidas

Extrema esquerda (PCO, PSTU, UP, PCB): rejeitam totalmente essas políticas.

Esquerda e centro-esquerda (PT, PSOL, PDT, PSB):

defendem valorização do salário mínimo;

ampliação ou proteção de políticas sociais;

oposição a cortes estruturais em saúde, educação e assistência.



Segue a lista reorganizada em ordem ideológica, da extrema esquerda → esquerda → centro → direita → extrema direita, mantendo o critério de plausibilidade para 2026.

🟥 Extrema Esquerda

Rui Costa Pimenta (PCO) – extrema esquerda trotskista

Vera Lúcia Santana Araújo (PSTU) – esquerda revolucionária

Leonardo Péricles (UP) – esquerda socialista radical

Nome a definir (PCB) – marxismo-leninismo, estratégia tática

🟥 Esquerda e Centro-Esquerda

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – possível reeleição

Fernando Haddad (PT) – alternativa interna do PT

Ciro Gomes (PDT) – candidatura recorrente, desenvolvimentista

Guilherme Boulos (PSOL) – esquerda democrática, em ascensão

Flávio Dino (PSB) – centro-esquerda institucional

Márcio França (PSB) – perfil moderado, social-democrata

🟦 Centro

Simone Tebet (MDB) – centro institucional

Eduardo Leite (PSDB) – centro liberal

🟦 Centro-Direita

Ratinho Jr. (PSD) – centro-direita pragmática

Romeu Zema (Novo) – liberal-conservador

Tarcísio de Freitas (Republicanos) – direita técnica

🟥 Direita e Extrema Direita

Ronaldo Caiado (União Brasil) – direita conservadora tradicional

Flávio Bolsonaro (PL) – direita bolsonarista

Eduardo Bolsonaro (PL) – extrema direita ideológica

Michelle Bolsonaro (PL) – extrema direita religiosa/conservadora

Gusttavo Lima (sem partido) – outsider conservador-midiático


Propostas Presidenciais e Dignidade Social no Brasil

A melhoria das condições de vida da maioria da população brasileira está diretamente associada à capacidade das políticas públicas de enfrentar desigualdades estruturais históricas, como pobreza, insegurança alimentar, acesso precário à saúde, educação desigual e informalidade no mercado de trabalho. 

Nesse contexto, propostas presidenciais que priorizam redistribuição de renda, fortalecimento do Estado social e crescimento econômico inclusivo tendem a produzir impactos mais consistentes sobre a dignidade humana.

Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e do IBGE demonstram que políticas de transferência de renda, aliadas à valorização do salário mínimo e ao investimento em serviços públicos universais, foram determinantes para a redução da pobreza e da extrema pobreza no Brasil em diferentes períodos recentes. 

Programas como o Bolsa Família (atual Bolsa Família/Auxílio Brasil reformulado) mostraram efeitos positivos não apenas na renda, mas também em indicadores de saúde, educação e segurança alimentar.

Nesse sentido, candidaturas que defendem a ampliação ou o fortalecimento de políticas sociais, combinadas com estratégias de desenvolvimento econômico e geração de empregos, apresentam maior potencial para promover dignidade à maioria da população. 

Propostas associadas a visões desenvolvimentistas — como as defendidas por campos políticos ligados à social-democracia e ao trabalhismo — costumam enfatizar o papel do Estado na coordenação do crescimento econômico, na redução das desigualdades regionais e na proteção dos grupos socialmente vulneráveis.

Por outro lado, plataformas centradas predominantemente na redução do Estado, no ajuste fiscal rígido e na liberalização econômica tendem a priorizar eficiência macroeconômica e equilíbrio das contas públicas. 

Embora possam gerar crescimento em determinados setores, a literatura aponta que, sem mecanismos de redistribuição e proteção social, tais políticas frequentemente ampliam desigualdades e fragilizam o acesso da população mais pobre a direitos básicos.

Assim, a dignidade social, entendida como acesso efetivo a renda, saúde, educação, moradia e trabalho decente, depende menos de crescimento econômico isolado e mais da qualidade distributiva desse crescimento. 

A análise comparada de propostas indica que aquelas orientadas por justiça social, inclusão econômica e fortalecimento das políticas públicas universais apresentam maior capacidade de impactar positivamente a vida da maioria dos brasileiros.


 


Críticas ao Sistema Político Brasileiro Partidos de Extrema Esquerda, Possíveis Candidaturas em 2026 

Os partidos de extrema esquerda no Brasil caracterizam-se pela defesa de uma ruptura estrutural com o capitalismo e pela rejeição da lógica de conciliação de classes que marca tanto governos de direita quanto de centro-esquerda. Essas organizações criticam simultaneamente o lulismo, o bolsonarismo, o Centrão e o uso político do cristianismo institucional, entendendo esses elementos como pilares complementares da manutenção da ordem social vigente.

Entre os principais partidos desse campo ideológico estão o Partido Comunista Brasileiro (PCB), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), o Partido da Causa Operária (PCO) e a Unidade Popular pelo Socialismo (UP). Embora apresentem diferenças internas, compartilham a crítica à democracia liberal representativa, considerada limitada e capturada por interesses econômicos e parlamentares. A atuação desses partidos concentra-se majoritariamente em movimentos sociais, sindicatos, organizações estudantis e produção teórica, com reduzida presença institucional no Congresso Nacional.

Nas eleições presidenciais, essas legendas costumam lançar candidaturas próprias, mesmo reconhecendo as limitações eleitorais impostas pelo sistema político. Em 2026, é provável que repitam essa estratégia, apresentando candidatos vinculados a seus quadros partidários. O objetivo central dessas candidaturas não é a conquista imediata do poder, mas a disputa ideológica, a denúncia das contradições do sistema político e a apresentação de um projeto socialista alternativo.

A crítica ao lulismo ocupa lugar central nesse discurso. Para a extrema esquerda, os governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores promoveram avanços sociais relevantes, mas mantiveram intactas as estruturas fundamentais do capitalismo brasileiro, preservando a hegemonia do sistema financeiro, do agronegócio e das elites econômicas. A aliança recorrente com o Centrão é vista como expressão dessa conciliação, responsável por limitar reformas estruturais e reforçar práticas fisiológicas no Congresso Nacional.

Em relação ao bolsonarismo, a crítica incide sobre o autoritarismo político, o conservadorismo moral, o negacionismo científico e o alinhamento a setores militares e religiosos. Contudo, a extrema esquerda rejeita a polarização simplificada entre lulismo e bolsonarismo, argumentando que ambos operam dentro da mesma lógica institucional, dependente do Congresso e subordinada aos interesses do capital.

Outro eixo relevante é a crítica ao cristianismo institucionalizado, especialmente quando associado ao poder político. Esses partidos distinguem a fé individual das instituições religiosas organizadas, denunciando o uso da religião como instrumento de controle social, legitimação de desigualdades e sustentação de agendas conservadoras no Legislativo. Essa crítica se intensifica diante da crescente influência de bancadas religiosas nas decisões do Congresso Nacional.

Assim, as candidaturas da extrema esquerda em 2026 devem ser compreendidas menos como projetos eleitorais viáveis e mais como instrumentos de contestação ideológica e pedagógica. Elas evidenciam as contradições do sistema político brasileiro e desafiam tanto a direita conservadora quanto a esquerda institucional, propondo uma transformação estrutural da sociedade.




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