domingo, 11 de janeiro de 2026

Origem do Cristianismo, Principais Igrejas Cristãs e seus Dogmas na Atualidade

O cristianismo começou com Jesus, que ensinou amor, perdão, justiça e paz. Depois dele surgiram muitas igrejas, cada uma com regras e doutrinas diferentes. Apesar disso, todas dizem seguir Cristo. O problema começa quando a igreja coloca a lei, o dinheiro ou o poder acima do amor. Jesus não pregou ódio, nem violência, nem exclusão. Ele ficou ao lado dos pobres, dos doentes e dos rejeitados. A Teologia da Libertação lembra isso: fé sem amor e sem justiça não é cristianismo verdadeiro. Não importa o nome da igreja, o que importa é seguir o exemplo de Jesus. Quem usa a Bíblia para atacar, excluir ou enriquecer distorce o Evangelho. O verdadeiro cristão vive o amor que Jesus ensinou. Apesar das diferenças históricas, institucionais e doutrinárias entre as diversas igrejas cristãs, há convergências fundamentais que definem o núcleo do cristianismo. Todas reconhecem Jesus Cristo como figura central da fé, confessam sua importância salvadora e se orientam, em maior ou menor grau, pelos Evangelhos. A crença em Deus único, a valorização do amor ao próximo, do perdão, da misericórdia e da justiça social constituem pontos comuns entre católicos, ortodoxos, protestantes e evangélicos. Também é convergente a noção de que a fé deve transformar a vida pessoal e a convivência social. A Teologia da Libertação afirma que o verdadeiro Cristo é aquele revelado nos Evangelhos, comprometido com os pobres, os oprimidos e a justiça social. Ela critica formas de cristianismo que se afastam do amor, da misericórdia e da transformação da realidade. Para essa teologia, a fé cristã deve ser vivida na prática histórica da libertação.


Palavras-chave: Cristianismo; Origem do Cristianismo; Igrejas Cristãs; Dogmas Cristãos; Catolicismo; Ortodoxia; Protestantismo; Igrejas Evangélicas; Teologia da Libertação; Jesus Cristo; Ética Cristã; Justiça Social; História das Religiões.


1. Origem do Cristianismo

O cristianismo surge no século I d.C., no contexto do judaísmo do Segundo Templo, dentro do Império Romano. Tem como figura central Jesus de Nazaré, judeu da Galileia, cujos ensinamentos enfatizavam o amor ao próximo, o perdão, a justiça e o Reino de Deus. Após sua crucificação, seus seguidores passaram a anunciar sua ressurreição, formando as primeiras comunidades cristãs.

Inicialmente, o cristianismo era um movimento interno ao judaísmo, mas, com a atuação de Paulo de Tarso, expandiu-se para o mundo greco-romano, rompendo gradualmente com a observância da Lei mosaica. No século IV, com o imperador Constantino, tornou-se religião tolerada e depois oficial do Império Romano, o que marcou profundamente sua institucionalização e seus dogmas. 


2. Igrejas que surgem do Cristianismo

Ao longo da história, divergências teológicas, políticas e culturais deram origem a diferentes tradições cristãs:


2.1 Igreja Católica Apostólica Romana

Afirma sucessão apostólica a partir de Pedro, reconhece a autoridade do papa e desenvolveu sua teologia ao longo de concílios ecumênicos.


2.2 Igrejas Ortodoxas

Separadas formalmente de Roma no Cisma do Oriente (1054), enfatizam a tradição dos Padres da Igreja, a liturgia e a colegialidade episcopal, rejeitando a supremacia papal.


2.3 Igrejas Protestantes

Originadas na Reforma do século XVI, liderada por Lutero, Calvino e outros. Rompem com Roma criticando abusos e defendendo novas bases doutrinárias.


2.4 Igrejas Evangélicas e Pentecostais

Desenvolvem-se sobretudo a partir dos séculos XIX e XX, com ênfase na conversão pessoal, experiência espiritual direta e leitura literal da Bíblia.


3. Dogmas defendidos pelas principais Igrejas na atualidade

3.1 Igreja Católica

Trindade

Sete sacramentos

Autoridade do papa

Tradição e Escritura

Culto aos santos e à Virgem Maria


3.2 Igrejas Ortodoxas

Trindade

Sacramentos (mistérios)

Tradição apostólica

Rejeição do dogma da infalibilidade papal


3.3 Igrejas Protestantes Históricas

Sola Scriptura

Salvação pela fé

Dois sacramentos (batismo e ceia)

Rejeição do culto aos santo.


3.4 Igrejas Evangélicas e Pentecostais

Autoridade absoluta da Bíblia

Conversão pessoal

Ênfase no Espírito Santo

Alguns grupos defendem teologia da prosperidade (tema controverso)



4. Teologia da Libertação, religiões cristãs e o verdadeiro Cristo 

A Teologia da Libertação entende que todas as religiões cristãs são chamadas a seguir o Cristo histórico, aquele que viveu entre os pobres e denunciou a opressão. Segundo essa perspectiva, dogmas, instituições e hierarquias só são legítimos quando servem à vida e à dignidade humana. Igrejas que justificam desigualdade, violência ou exclusão distorcem o Evangelho. 

O verdadeiro Cristo não se alia ao poder econômico ou político opressor, mas se coloca ao lado dos marginalizados. A fé cristã, portanto, não pode ser apenas espiritual ou individual, mas deve ter compromisso social.

 A leitura bíblica é feita a partir da realidade dos pobres, que se tornam sujeitos da fé. Assim, a unidade cristã se constrói mais pela prática do amor e da justiça do que pela uniformidade doutrinária. O critério central é: onde há vida, justiça e libertação, ali está o Cristo.



Conclusão

O cristianismo não é um bloco monolítico, mas uma tradição plural, moldada por contextos históricos, disputas de poder e interpretações teológicas distintas. 

Embora todas as Igrejas cristãs reivindiquem Jesus Cristo como fundamento, seus dogmas refletem leituras divergentes da Bíblia e da tradição.

 O desafio contemporâneo do cristianismo é resgatar o núcleo ético do Evangelho — amor, justiça e paz — diante de usos ideológicos e fundamentalistas da fé.

As divergências entre as igrejas cristãs dizem respeito principalmente a estrutura institucional, autoridade religiosa, sacramentos e interpretações teológicas, mas não anulam o núcleo ético e espiritual comum. 

A convergência maior está na mensagem de Jesus, centrada no amor, na paz, na dignidade humana e na esperança. 

Em um mundo marcado por conflitos e intolerâncias, essas convergências oferecem base sólida para o diálogo ecumênico, a cooperação entre igrejas e a defesa de valores universais. Assim, mais do que as diferenças dogmáticas, o que une o cristianismo é a busca comum por viver o Evangelho de forma concreta e humanizadora.

Para a Teologia da Libertação, o verdadeiro cristianismo não se define pela denominação, mas pela fidelidade ao projeto de Jesus. Igrejas que promovem amor, justiça e solidariedade aproximam-se do Cristo autêntico.

 Já aquelas que legitimam opressão e ódio afastam-se do Evangelho. O Cristo verdadeiro se reconhece na defesa da vida e dos pobres.



5. Referências Bibliográficas 

BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2011.

BOFF, Leonardo. Jesus Cristo Libertador. Petrópolis: Vozes, 2012.

GUTIÉRREZ, Gustavo. Teologia da Libertação: Perspectivas. São Paulo: Loyola, 2000.

SOBRINO, Jon. Cristologia a partir da América Latina. Petrópolis: Vozes, 2004.

BROWN, Raymond E. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Paulinas, 2012.

DUNN, James D. G. Unidade e diversidade no Novo Testamento. São Paulo: Paulus, 2013.

ELIADE, Mircea. História das crenças e das ideias religiosas. v. 2. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.

MACCULLOCH, Diarmaid. Cristianismo: a primeira história. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

WRIGHT, N. T. O Novo Testamento e o povo de Deus. São Paulo: Paulus, 2014.






Nenhum comentário:

Postar um comentário