sexta-feira, 10 de abril de 2026

Residuário como prática pedagógica e instrumento de gestão de resíduos: contribuições de Fabiana Nogueira e Método de Lages Germano Guttier

Está análise sobre Lixo Zero, inicia-se pela gravimetria que é a técnica de medir a massa de resíduos sólidos e líquidos. Permite analisar a composição e a quantidade de resíduos gerados. Auxilia no planejamento da gestão ambiental e na redução de impactos. Contribui para práticas sustentáveis e consumo consciente. Também possui importante função educativa em diferentes contextos.

Palavras-chave: gravimetria; resíduos sólidos; resíduos líquidos; gestão ambiental; sustentabilidade.


1 Introdução

O conceito de residuário, desenvolvido por Fabiana Nogueira Mina, consiste em um sistema organizado de separação e gestão de resíduos no ambiente escolar.

Essa prática substitui lixeiras convencionais por um espaço educativo de classificação e reaproveitamento.

O residuário promove a conscientização ambiental e o protagonismo dos estudantes.

A proposta está alinhada aos princípios dos 5 Rs, incentivando consumo responsável e sustentabilidade.

Assim, configura-se como uma estratégia pedagógica eficaz na redução de impactos ambientais.

A gravimetria é um método quantitativo utilizado para medir a massa de resíduos sólidos e líquidos.

Consiste na pesagem dos materiais após sua separação por categorias específicas.

Permite identificar a composição e a quantidade de resíduos gerados em um sistema.

É fundamental para o planejamento da gestão ambiental e redução de impactos.

Também possui caráter educativo, incentivando práticas sustentáveis e consumo consciente.

A reciclagem de matéria orgânica a partir de sobras de cozinha é essencial para a sustentabilidade.

Em Lages, a técnica associada a Germano Guttier utiliza a compostagem como solução ambiental.

O processo transforma resíduos orgânicos em adubo natural rico em nutrientes.

Contribui para a redução do volume de resíduos enviados aos aterros sanitários.

Também promove educação ambiental e práticas sustentáveis na sociedade.


2 Residuario 

O conceito de residuário emerge no contexto das práticas de educação ambiental voltadas à gestão sustentável de resíduos sólidos, especialmente em ambientes escolares. Na experiência conduzida por Fabiana Nogueira Mina, o residuário é compreendido como um sistema organizado de separação, higienização e destinação de resíduos, substituindo o modelo tradicional de descarte em lixeiras comuns. Trata-se de uma estratégia pedagógica que integra teoria e prática, promovendo a conscientização ambiental e o protagonismo estudantil.

No projeto “Escola Lixo Zero”, desenvolvido na Escola de Educação Básica Aldo Câmara da Silva, o residuário foi implementado como um espaço físico estruturado onde os resíduos são classificados conforme seu potencial de reaproveitamento e reciclagem. Diferentemente do modelo convencional, o residuário não se limita à coleta, mas envolve processos educativos, como a reflexão sobre consumo, a redução de desperdícios e a valorização dos materiais descartados. �Consed · 1

A proposta articula-se com os princípios da política dos “5 Rs” — repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar —, consolidando-se como uma prática interdisciplinar que atravessa diferentes áreas do conhecimento. Nesse sentido, o residuário contribui para a formação de sujeitos críticos e conscientes, capazes de compreender a complexidade dos problemas ambientais contemporâneos e agir localmente para mitigá-los. �ALESC

Além de seu caráter educativo, o residuário configura-se como uma tecnologia social replicável, já adotada em diversas instituições de ensino no Brasil. Sua eficácia está relacionada à redução significativa do envio de resíduos aos aterros sanitários, promovendo a compostagem de resíduos orgânicos e o encaminhamento adequado dos recicláveis. Essa abordagem evidencia a potencialidade da educação ambiental como ferramenta de transformação social e ecológica. �S agres Online


3 Gravimetria aplicada à pesagem de resíduos sólidos e líquidos

A gravimetria, no contexto da gestão de resíduos, consiste na determinação quantitativa da massa de resíduos sólidos e líquidos gerados em determinado sistema, sendo fundamental para o diagnóstico ambiental e o planejamento de ações sustentáveis. Esse método baseia-se na pesagem direta dos resíduos previamente segregados por categorias (orgânicos, recicláveis, rejeitos e líquidos), permitindo a análise da composição gravimétrica e a identificação dos principais fluxos de descarte. A aplicação da gravimetria possibilita avaliar padrões de consumo, subsidiar programas de redução, reutilização e reciclagem, além de contribuir para a implementação de políticas públicas e práticas como o “lixo zero”. Em ambientes escolares e institucionais, a pesagem sistemática dos resíduos também assume caráter pedagógico, promovendo a educação ambiental crítica e o engajamento coletivo na gestão adequada dos materiais descartados. Assim, a gravimetria configura-se como uma ferramenta técnico-científica essencial para a quantificação, monitoramento e melhoria contínua dos sistemas de manejo de resíduos.


Conclusão



Referências (ABNT 2023)

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10007: Amostragem de resíduos sólidos. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.

BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2010.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional de Saneamento Básico. Rio de Janeiro: IBGE, 2018.

MONTEIRO, José Henrique Penido et al. Manual de gerenciamento integrado de resíduos sólidos. Rio de Janeiro: IBAM, 2001.

PHILIPPI JR., Arlindo; AGUIAR, Alexandre. Resíduos sólidos: gestão e sustentabilidade. Barueri: Manole, 2018.

CONSED. Santa Catarina tem a primeira escola lixo zero do país. Disponível em: https://www.consed.org.br/noticia/sustentabilidade-santa-catarina-tem-a-primeira-escola-lixo-zero-do-pais⁠�. Acesso em: 10 abr. 2026. �Consed

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA. Obra literária “Pedagogia da Autonomia e Escolas Lixo Zero” tem estudantes como protagonistas. Disponível em: https://www.alesc.sc.gov.br⁠�. Acesso em: 10 abr. 2026. �ALESC

SAGRES ONLINE. Escola de Santa Catarina se torna a primeira instituição lixo zero do Brasil. Disponível em: https://sagresonline.com.br⁠�. Acesso em: 10 abr. 2026. �








4 Método de Lages: Técnica de reciclagem de matéria orgânica em Lages: contribuições de Germano Guttier

A técnica de reciclagem de matéria orgânica desenvolvida no município de Lages, com contribuições de Germano Guttier, fundamenta-se no aproveitamento de sobras orgânicas provenientes, principalmente, de cozinhas domésticas e institucionais. Essa abordagem consiste na separação, trituração (quando possível) e encaminhamento dos resíduos orgânicos para processos de compostagem controlada, nos quais ocorre a decomposição biológica aeróbia por ação de microrganismos. O processo resulta na produção de composto orgânico estabilizado, rico em nutrientes, que pode ser utilizado como fertilizante natural em hortas e sistemas agroecológicos.

Do ponto de vista técnico-científico, a prática contribui para a redução do volume de resíduos destinados a aterros sanitários, minimizando a emissão de gases de efeito estufa, como o metano, e promovendo o ciclo de reaproveitamento de nutrientes. Além disso, apresenta relevância pedagógica, pois possibilita a integração entre educação ambiental, segurança alimentar e sustentabilidade. A técnica também dialoga com os princípios da economia circular e da Política Nacional de Resíduos Sólidos, incentivando a valorização dos resíduos como recursos e não como rejeitos.

Referências (ABNT 2023)

BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2010.

KIEHL, Eurípedes Malavolta. Manual de compostagem: maturação e qualidade do composto. Piracicaba: Agronômica Ceres, 2004.

PHILIPPI JR., Arlindo. Saneamento, saúde e ambiente: fundamentos para um desenvolvimento sustentável. Barueri: Manole, 2005.

PEREIRA NETO, João Tinoco. Compostagem: fundamentos e práticas operacionais. Viçosa: UFV, 2007.

SANTA CATARINA. Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável. Gestão de resíduos orgânicos. Florianópolis: SDS, 2018.











Nenhum comentário:

Postar um comentário